14.3.15
El Silencio de un amor
Separarse no es dejar de amar, y no siempre sabemos si lo hacemos por
las razones adecuadas!. Que harias tu, algunas personas esperan que la
pareja despues de 20 años sea como cuando vivimos ese amor intenso y
algunas veces necesitas dejarlo ir desde el corazon!
Marina Abramović
y Ulay tuvieron una apasionada relación amorosa en la década de los
70's. Cuando sintieron que se extinguía, hicieron un pacto: recorrerían
la Muralla China, cada quién desde un extremo para encontrarse en el
centro, darse un fuerte abrazo y no volver a verse.
Muchos años después ella expuso su arte en el Museo de arte MoMa y el se presentó sin que ella supiera.
Como
parte de la exhibición, ella se sentaría un minuto en silencio y solo
mirandose a los ojos expresarian su sentir despues de haber visto la
exposicion, frente a ella. Observa lo que pasó cuando sorpresivamente,
él se sentó.... frente a ella.!
1.3.15
Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que?
Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranquila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor. Era algo recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde num dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responder às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto.
Se não era amor, Lopes, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, Lopes, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Eu nunca amei aquele cara, Lopes. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.
Texto de Martha Medeiros
25.2.15
23.2.15
stand by
já vou avisando: este será um poema sem rimas
sem métrica (talvez nem seja mesmo um poema) as rimas são para a flor da pele
as métricas para adormecer a plateia e estes são versos longos que mergulham meu caos internoqueria falar sobre meu jardim que após a chuva coloriu-se inteiro
mas meu coração sente falta de flor
não se engane com meus olhos de mar calmo
é no íntimo de mim que as tempestades se abrigam
e a solidez do silêncio se desfaz em agulhas
talvez eu seja um deus em férias
a miragem de um poeta sobre cuja mão pesam as palavras
um som que nem bem acabou de ecoar e já desapareceu
uma ferida que não se cura
ou somente um caroço exposto com um pouco de fruta grudada
interrompemos esse poema para dizer: isso não é um poema
é um castelo de cartas prestes a despencar
não passa de um rascunho do desespero
de quem trincou os olhos e vê a vida passar em fragmentos
essa vida que decididamente não serve para cartão postal
e no entanto sempre será viagem – como pó no vento
aqui escrevo para transformar em verbo a espera – de quem nem sabe o que espera
inquietude é meu mote
eu achava que o amor era um hosana nas alturas
mas descobri – tarde demais – que é uma queda livre sem paraquedas
não passa de uma droga psicodélica
a que tanto mais se adita quanto mais se vive a vida do outro
e se condena a um destino que não é o seu
eu me alongo em vertigens de pensamentos
por não saber o tempo que me é dado antes de medir a solidão
sim, deixemos esses assuntos nos livros fechados, com marcadores dentro
tudo bem guardado, o botão stand-by apertado, a luzinha acesa
empreste-me seu ombro, falemos somente de amenidades
do tempo, do futebol
estes são os dias perdidos da minha vida
Poema de Helen Priedols, minha irmã, que lê a gente por dentro.
sem métrica (talvez nem seja mesmo um poema) as rimas são para a flor da pele
as métricas para adormecer a plateia e estes são versos longos que mergulham meu caos internoqueria falar sobre meu jardim que após a chuva coloriu-se inteiro
mas meu coração sente falta de flor
não se engane com meus olhos de mar calmo
é no íntimo de mim que as tempestades se abrigam
e a solidez do silêncio se desfaz em agulhas
talvez eu seja um deus em férias
a miragem de um poeta sobre cuja mão pesam as palavras
um som que nem bem acabou de ecoar e já desapareceu
uma ferida que não se cura
ou somente um caroço exposto com um pouco de fruta grudada
interrompemos esse poema para dizer: isso não é um poema
é um castelo de cartas prestes a despencar
não passa de um rascunho do desespero
de quem trincou os olhos e vê a vida passar em fragmentos
essa vida que decididamente não serve para cartão postal
e no entanto sempre será viagem – como pó no vento
aqui escrevo para transformar em verbo a espera – de quem nem sabe o que espera
inquietude é meu mote
eu achava que o amor era um hosana nas alturas
mas descobri – tarde demais – que é uma queda livre sem paraquedas
não passa de uma droga psicodélica
a que tanto mais se adita quanto mais se vive a vida do outro
e se condena a um destino que não é o seu
eu me alongo em vertigens de pensamentos
por não saber o tempo que me é dado antes de medir a solidão
sim, deixemos esses assuntos nos livros fechados, com marcadores dentro
tudo bem guardado, o botão stand-by apertado, a luzinha acesa
empreste-me seu ombro, falemos somente de amenidades
do tempo, do futebol
estes são os dias perdidos da minha vida
Poema de Helen Priedols, minha irmã, que lê a gente por dentro.
22.2.15
~RESILIÊNCIA~
O termo resiliência quer dizer – em seu significado original, na Física, – o nível de resistência que um material pode sofrer frente às pressões sofridas e sua capacidade de retornar ao estado original sem a ocorrência de dano ou ruptura. A Psicologia pegou emprestada a palavra, criando o termo resiliência psicológica para indicar como as pessoas respondem às frustrações diárias, em todos os níveis, e sua capacidade de recuperação emocional. Falando de uma maneira bem simples, quando mais resiliente você for, mais fortemente estará preparado para lidar com as adversidades da vida.
Embora exista certa controvérsia a respeito dos indicadores de uma boa resiliência, não se acredita que ela seja resultante de um traço de caráter ou de personalidade. Na verdade, a melhor definição da palavra seria o resultado de um processo de aprendizagens de vida. Portanto, você, assim como eu, está apto para desenvolvê-la.
O treinamento começa desde cedo
Desde a infância, pessoas que ativamente se esquivam das dificuldades ou que são isoladas dos problemas cotidianos (como fazem alguns pais para “poupar” a criança), deixam de “treinar” suas habilidades resilientes. Desta forma, quando crescem, tais indivíduos não conseguem apresentar repertórios adequados de enfrentamento aos problemas e, desta forma, perdem a habilidade de atravessar as situações de crise de maneira construtiva. Sua falta de habilidade faz com que reajam em excesso (aumentando assim o tamanho das adversidades) ou, no polo oposto, respondam de maneira passiva, ou seja, permanecem anestesiados frente aos dilemas, perpetuando-os.
Um dos princípios mais importantes neste aprendizado diz respeito ao que chamamos de capacidade de enfrentamento de uma pessoa. Eu explico: em todas às situações adversas que passamos podemos compreendê-las de duas formas.
A primeira diz respeito a uma interpretação mais negativa dos fatos, ou seja, entendemos que coisas ruins que acontecem a nós estão fora de nosso raio de ação, pois não temos a menor responsabilidade a respeito de sua ocorrência. Nesta posição, como não temos controle pelo acontecido, não exibimos nenhuma atitude de mudança. E, assim, assumimos uma postura de vítimadas circunstâncias da vida.
Uma segunda possibilidade diz respeito a uma interpretação mais ativa dos fatos, ou seja, podemos assumir que parte dos problemas e das dificuldades que vivemos dizem única e exclusivamente respeito a nossa forma de agir no mundo, e portanto, entendemos que possuímos alguma responsabilidade sobre o fato.
Assim, quando eu me vejo parte integrante do problema e pelo que acontece a minha volta, recupero a possibilidade de mudar as coisas que não me fazem bem. Aqui, exatamente, encontra-se um dos maiores dilemas humanos. Embora muitas pessoas desejem ativamente mudar as situações de sua vida, dificilmente querem se automodificar. Mudar então é apenas um desejo.
Nesse sentido, nossa atitude mental frente às adversidades é uma das primeiras lições para construir uma boa resiliência psicológica, pois nos possibilita uma postura mais ativa: a de nos tornamos responsáveis pelo que acontece a nossa volta. Um bom exemplo deste posicionamento pode ser compreendido através de antigo ditado que diz: “não importa o que fizeram conosco, mas sim o que fazemos com aquilo que fizeram de nós”.
E você leitor, em qual posição mais se situa?… A de vítima ou a de responsável pela sua vida? Se optar por entender sua realidade dentro de uma maneira mais ativa e, principalmente sob seu controle, é provável que sua resiliência seja aumentada de maneira expressiva. Pode não ser muito usual, mas tente praticar este pensamento.
Buscando um sentido
Um segundo ponto que aumenta de forma significativa nossa resiliência é o desenvolvimento de um projeto pessoal de vida. Conhecemos pessoas que vivem apenas contando com o dia de hoje e assim passam por sua vida de maneira quase que inconsciente, alheias a tudo e a todos. Uma importante lição deve ser aprendida neste ponto.
Uma história que merece ser contada aqui é a do psicólogo existencialista Viktor Frankl. Prisioneiro dos campos de concentração, ele teve a oportunidade de observar as mais diversas reações dos prisioneiros frente às atrocidades cometidas pelos nazistas. Em seus relatos, descreve que muitas pessoas em certo ponto não mais conseguiam tolerar o sofrimento e assim deliberadamente desistiam de viver. Faziam isso se jogando contra as cercas eletrificadas, deixando de se alimentar ou, finalmente, se atirando contra os militares e seus cachorros. Em suas notas, descreveu que aquelas que mais suportavam a dor de uma prisão (e que sobreviveram) eram aquelas que desenvolviam um sentido de vida como, por exemplo, guardar comida para um prisioneiro mais fragilizado ou mobilizar-se para conseguir medicações para algum outro mais necessitado. Tais ações, segundo ele, traziam de volta a dignidade humana, pois abasteciam as pessoas com força e determinismo pessoal.
“O sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior”, dizia Frankl. Desta forma, temos em nosso cotidiano que desenvolver projetos que tragam um sentido a nossa existência, pois isso nos torna mais resilientes frente às adversidades da vida. Quando eu tenho um projeto maior para me apoiar, entendo que os problemas são apenas obstáculos a serem superados, pois persigo algo muito maior.
E você leitor, tem algum projeto pessoal maior de vida? O que realmente você espera de sua existência? Veja que não vale desejar ficar rico, pois sabemos que isso por si só não traz dignidade a ninguém. Ter um projeto maior é possuir uma causa que lhe traga sentido. Algo que nos faça sair da cama todos os dias e que seguramente poderá trazer-lhe de quebra mais resiliência.
Entendendo emoções
Finalmente, o tripé da resiliência se apoia na capacidade de compreender o que sentimos. Pode parecer algo mais simples, entretanto, não é o que ocorre. Vivemos usualmente sem entrar em contato com nossas sensações subjetivas e isso pode nos confundir bastante. Estar atento aos nossos sentimentos é uma das maneiras mais simples de desenvolver nossa capacidade de enfrentamento emocional. Entenda que estar em contato com nossas emoções nos faz sermos mais ágeis na busca daquilo que efetivamente nos faz bem, como também na evitação das situações que nos fazem mal. É a chamada inteligência emocional.
Em função de não estarmos habituados a nos conectar conosco, estamos sempre procurando aliviar nossos sentimentos ruins através de atitudes externas como, por exemplo, comprar quando não nos sentimos bem, comer quando estamos ansiosos etc, ou seja, agimos de uma maneira esquiva, na qual nos protegemos de nossos próprios sentimentos desconfortáveis. O ponto central aqui é perceber nosso estado subjetivo para então poder mudá-lo.
Caso você esteja achando difícil minha proposta, vou lhe ajudar. Usarei uma antiga crônica de Clarice Lispector que tem o seguinte título: “Se eu fosse eu”. Diz ela: “Quando a procura de um papel se torna inútil, pergunto-me: se eu fosse eu, em que lugar eu o guardaria?” E complementa dizendo: “Quando eu acho o objeto perdido, fico tão absorvida com a pergunta ‘se eu fosse eu’, que eu começo a pensar, diria melhor, sentir”. E finaliza indagando: “leitor, se você fosse você mesmo, quem você seria e onde estaria?”. Conclui sua crônica dizendo: “É como se a mentira fosse lentamente movida do lugar onde se acomodara e temos então contato com a experiência real da vida”.
Portanto, sabemos o que nos incomoda, apenas decidimos não pensar no assunto, anestesiando-nos. Se esta pergunta lhe deu algum frio na barriga, isso definitivamente é um bom sinal. Caso você ainda não tenha percebido, ainda há tempo para mudar. Se não consegue sozinho, busque ajuda.
Concluindo então nossa conversa: (a) desenvolva um papel ativo em sua vida (não se sinta vítima de sua existência), (b) elabore um grande projeto pessoal(caso ainda não o tenha) e finalmente (c) entenda suas emoções. Posso lhe assegurar que você desenvolverá de maneira espantosa sua resiliência emocional. Milan Kundera em seu livro A lentidão afirmou que “cada possibilidade nova que tem a existência, até a menos provável, transforma a existência inteira”.
Fonte
Resumindo tudo isso:
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