21.11.08
20.11.08
~ATITUDE~
- Acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça. Disse:
- Hummm, vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça. Disse
- Bem, hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss! exclamou, hoje não tenho que pentear meu cabelo.
ATITUDE É TUDO!
Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Viva com simplicidade.
Ame generosamente.
Cuide-se intensamente.
Fale com gentileza.
E, principalmente... "não reclame".
Se preocupe em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!
E deixe o restante com Deus.
Autor desconhecido.
19.11.08
~28ª BIENAL~

.r e l a t ó r i o.
En passant, todos os outros eram de uma chatice tanto no apelo visual quanto conceitual. Um pequeno à parte com os 1800 quadrinhos das réguas. Até que surgiu uma pitada de curiosidade para saber o que eram aquelas manchas que, de longe, formavam um conjunto interessante. E só. Não desci no tobogã nem subi em cubos de madeira.
Pela descrição oficial que consta no site da Bienal, a curadoria convidou artistas que trabalham no limite entre realidade e ficção, entre construção de documentos e verdades instituídas, entre memória pessoal e história coletiva, para desenvolverem e/ou apresentarem projetos que tragam à luz alguns aspectos da história da Bienal de São Paulo, seja por uma perspectiva social, documental, política ou arquitetônica.
Os poucos trabalhos aos quais dediquei meu tempo e atenção, atenderam o propósito dos curadores, ou seja, a posição ativa do espectador, possibilitando leituras e ressignificações a cada olhar, em um ambiente introspectivo – mais próximo ao tempo da biblioteca e/ou do arquivo do que ao tempo das grandes exposições e da indústria cultural.
Das quase 3 horas que fiquei por lá, me pegava procurando os estragos no piso “Escalpo” feitos pelo trânsito de visitantes, trazendo o vermelhão à mostra. Em muitos lugares, já era só o concreto mesmo. Talvez o imã que magnetize meu olhar seja a idéia da desconstrução. E procurar os detalhes nessas desconstruções, me fascinam mais ainda. Por exemplo, parei um bom tempo olhando a pilha de letras logo na entrada, procurando alguma palavra formada ali “por descuido” ou “de propósito”. Ou tentando entender a sequência utilizada pelo “morador da Bienal” para ordenar seus novos pertences. O trabalho meticuloso da separação das palavras d´O Estrangeiro também segurou meus olhos bastante tempo. Encantada mesmo, fiquei com as gravuras de Leya, em seus tamanhos variados, escorrendo doçura, trazendo a memória desfocada de telas pré-gravadas e reutilizadas. Maravilhoso. Também foram muitos minutos em frente aos painéis do Mundo Explicado. Aí sim, num silêncio introspecto, fui devorando aquelas informações em busca de uma noção de identidade clara.
Transportando-nos ao andar do vazio, realmente é lá o local indicado para a introspecção. Fui até o meio. Fiquei lá por um tempo e sim, refleti. Não exatamente “a reflexão” nos moldes sugeridos pelos curadores sobre o estado da arte hoje. Mas lá é um lugar bom para se refletir. Percebi que não era tão vazio quanto dizem. Se pensarmos nos visitantes transitando entre os pilares, cada um com suas reflexões, criando em seus pensamentos intervenções, instalações etc. que ocupassem a área, quantas obras efêmeras estiveram ali, sem que pudéssemos sequer saber?
16.11.08
~ AMIGOS INVISÍVEIS ~ Fabrício Carpinejar ~

Fotografia de Graham Jeffery
Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade.
Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão.
Amizade não é dependência, submissão.
Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra.
É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa.
Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas.
E já se está falando mal dele por falta de notícias.
Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva?
A proximidade física nem sempre é afetiva.
Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto.
É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios.
São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade.
Aqueles que não estão perto podem estar dentro.
Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente.
Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar?¿ num esbarrão de rua.
Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados.
Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos.
Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog.
Significativos em cada etapa de formação.
Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca.
É glicose no sangue.
A serenidade.
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Em minha relação de amor/meio amor/meio ódio/muito ódio com os textos de Fabrício Carpinejar, esse, em especial, chegou aqui na minha caixa e serviu como carapuça num momento de questionamento do tipo "onde é que estão os meus amigos?"
Buscando respostas, cheguei à conclusão que eu sumi do cenário habitual para poder concluir, com dedicação 100%, as coisas, cursos, sarnas que eu procurei nos últimos 4 anos.
O tempo vai passando, envelhecemos, acontecem as mudanças, fazemos novas escolhas, renunciamos, mudamos a marca do shampoo, pegamos atalhos, arranjamos novas manias, faxinamos nossas posses, juntamos mais do que tínhamos e vamos indo.
Nesse loop infinito, o que fica é a nossa essência.
Podemos agregar conhecimento, adquirir títulos, mudar de casa, assistir embasbacados ao crescimento dos nossos filhos, fazer novos amigos, o que for.
Nossa essência continua. Tão invisível e tão à mostra. Necessário paradoxo.
Os amigos que conquistei foram tocados pela minha essência, assim como a amostra de cada essência de cada amigo me conquistou. Sentimos falta. É lóóóóógico. Mas temos a certeza deles. E a continuidade do ponto que paramos. We must. We trust. Pt. Saudações. Saudades.
Fica aqui criado um adesivo "Invisible Friends Inside".
~~
Então, Fabrício, quando digo que tenho amor aos seus textos, é porque eles me servem, me esclarecem, dizem por mim, transmitem muuuuuuuuuuuuuuuuuito melhor do que eu jamais conseguiria. O "meio amor/meio ódio" fica por conta das controvérsias, das discordâncias, da vontade de ficar trocando figurinhas do tipo "Mas e se...", tentando esgotar o que é inesgotável, despropositando num grande brainstorm cheio de bullshits. "Absolutar".
Agora quando digo que tenho muito óóóóódio de algum texto seu, é porque ele me acertou em cheio na boca do estômago. Era quando eu mais precisava. Aquela enfiada de agulha no dedo ou topada no pé da cama. Não precisamos, mas é tão necessário. Pra ficar esperto, prestar atenção, religar e centrar de novo.
Já te vi pela TV duas vezes e você é irmão gêmeo do meu sócio. Talvez eu nunca te veja pessoalmente mas só conheci um pouco da sua essência hoje, quando devorei todos os seus textos. E amanhã quero comprar seu livro Canalha pra morar na cabeceira da minha cama.
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7.9.08
~100%~
YEAHHHHHHHHHHH!!!!

ABRAÇO UNIVERSITÁRIO À REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O AUREA é o nosso presente para a Universidade Guarulhos que tão bem nos acolheu em todas as nossas escolhas profissionais. E é só o começo...
RESUMO:
Todos os anos, as universidades lançam no mercado de trabalho mais de quatro milhões de acadêmicos recém-formados. Da simples observação do volume de papel consumido por um estudante durante a sua jornada universitária, levantou-se o questionamento acerca do papel das universidades na formação de indivíduos ambientalmente conscientes. A fatídica realidade que o planeta atravessa é fruto de consumismo desenfreado, desperdício, individualismo, inversão de valores e intolerância. Quando o conceito de Educação Ambiental é inserido em uma conversa, mesmo que corriqueira, tem-se a idéia de que esta deve ser exclusiva das escolas e de entidades não governamentais. Entretanto, já na universidade, ainda estudante em constante formação, o aluno tem maturidade suficiente para avaliar as questões mais complexas. Assim, este trabalho é baseado, inicialmente, no levantamento de dados da percepção ecológica real dos alunos universitários, qual a bagagem que trazem de sua vida escolar, social e familiar e o que esperam da universidade que os acolhe. Experimentalmente, o questionamento foi aplicado com os alunos ingressantes e último-anistas nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas e Licenciatura em Educação Artística, possibilitando um parâmetro entre as expectativas dos recém-chegados e a realidade constatada dos diplomados, uma vez que a questão ambiental é pauta freqüente no cenário mundial. São eles os principais atores no processo de formação de futuros cidadãos, e, justamente por essa razão, faz-se necessária a intervenção para que despertem a consciência ambiental com responsabilidade participativa, configurando-se em multiplicadores do conhecimento científico. Da análise dos resultados surge a proposta de criação do AUREA – Abraço Universitário à Rede de Educação Ambiental, que abrirá precedentes para a implantação de uma Educação Ambiental emancipatória na Universidade Guarulhos, que envolverá os alunos, corpo docente, funcionários e comunidade, possibilitando ações efetivas que permitam o crescimento como seres humanos responsáveis pelos cuidados ao planeta. Acredita-se que inovando comportamentos, renovando idéias, mudando hábitos, compartilhando experiências e quebrando paradigmas, por meio do afeto, da tolerância, do pensamento complexo e da transdisciplinaridade, o exercício da Cidadania Planetária tornará possível transformá-la em uma Universidade Sustentável.
Palavras-chave: Educação Ambiental, Sustentabilidade, Cidadania Planetária, Universidade
19.8.08
17.8.08
~GOSTO SE DISCUTE, SIM~
Em plena época de Olimpíadas em Pequim, nada melhor que iniciar a discussão sobre gosto, exemplificando com a culinária da China, amplamente divulgada pela mídia. A guerra, a superpopulação, a criatividade, seja qual for o motivo que levou o primeiro ser humano a fritar uma cobra e descobrir que gostava do sabor, já dá início a uma boa discussão. Pelo menos para os ambientalistas, vegetarianos e outros engajados na proteção aos animais. Nesse caso, não pelo paladar propriamente dito, mas pelas convicções e princípios. Pensando assim, que diferença tem o peito de urubu à milanesa da China para o bife de picanha que eu adoro? Os dois foram abatidos para saciar a fome das pessoas. Só quem passa fome é que não deve discutir o gosto, mesmo.
As “iguarias” citadas fazem parte da cultura dos povos. No senso comum, sem discussão, foram ensinadas e aprendidas por gerações. Adquiriu-se o hábito de gostar. Ai da criança que disser que não gosta de repolho. Lá vem o discurso: “é bom pra você, come que você vai gostar”, mentem as mães. Então, deduz-se que o gosto se ensina e que o gosto se aprende. Até o momento em que a reflexão traz o conhecimento que desperta o senso crítico. São as rupturas que modificam.
Há muito que se discutir na questão de gosto. “Para filósofos, o belo seria uma verdade totalmente questionável”.1
Não me imagino mordendo um escorpião, por mais crocante que ele esteja. Eu não como nem peixe cru. Tem gente que gosta e come. Não colocaria na parede da sala um quadro com entulho retirado do Rio Tietê mas na Estação Pinacoteca tem um assim e me hipnotizou por mais de meia hora enquanto o analisava. Também não compraria um cd de Pancadão. Gosto é uma questão pessoal, subjetiva mas não soberana. À parte toda a filosofia, idolatria, fanatismo ou preconceito, o importante é ter gosto, seja ele apurado, bom, péssimo ou lamentável. Isso se discute depois.
REFERÊNCIAS
1 Revista Filosofia – Ano I - nº 8
2 http://www.jvanguarda.com.br/2008/06/19/voce-e-daqueles-que-diz-que-gosto-nao-se-discute/
3 http://www.poisbem.com.br/midia-por-que-foi-bom-a-sky-cortar-o-sinal-da-mtv/
27.7.08
~PRESENTE DA JUJU~


Book-presente dos 7 aninhos da Juju.
20.6.08
8.6.08
~MULETAS~
Quando alguém faz qualquer pergunta, já responde o infeliz "Na verdade, blablabla..." Mesmo que for pra concordar, pra responder que sim.
My God!
É chamar o cara que fez a pergunta de mentiroso, não é, não?
Pior ainda, quando alguém tá no meio de um discurso e diz isso. Contradiz completamente a frase anterior. É professor, jornalista, balcão de informação, entrevistador, artista, jogador de futebol, um mundo de gente.
Pior do que o pior, é quando você encontra esse "Na verdade" no começo de um texto. Aí é que não tem credibilidade mesmo. Será que o cabra não leu o que escreveu antes de se desmentir?
Tudo que é repetitivo fica martelando na minha cabeça. Será que só eu que me irrito com isso ou ninguém percebe?
Eu queria saber onde é que o povo arranja essas manias.
22.5.08
~CONNECTION~
you think you understand TWO,
because one and one makes two.
But you also must understand AND."
~~~~~~~~~~~~~~
Sufi
6.5.08
30.3.08
29.3.08
29.2.08
3.2.08
Parafraseado do livro: O MAIS ELEVADO ESTADO DE CONSCIÊNCIA - John White - Ed. Cultrix
Unicidade é o estado supremo da consciência: uma percepção autotransformada de nossa união com o infinito. Está além do tempo e do espaço. Trata-se de uma experiência da infinitude que é a eternidade, da união ilimitada com toda a criação.
Nossa percepção do "eu", socialmente condicionada, despedaça-se e destrói-se devido a uma nova definição pessoal de si, do eu. Nesta nova conscientização do eu, a pessoa torna-se idêntica a toda a humanidade, a toda a vida e ao universo.
As habituais barreiras do ego se desmoronam na medida em que o ego ultrapassa os limites do corpo e, de súbito, torna-se um com tudo aquilo que existe. O eu torna-se integrado à Alma Superior ou Mente Superior.
Neste momento, o jogo do ego chega ao fim e o eu torna-se abnegado (Sacrifício voluntário do que há de egoístico nos desejos e tendências naturais do homem, em proveito de uma pessoa, causa ou idéia).
É um estado de paz que está muito além de todo entendimento, que traz consigo luz, iluminação, libertação, experiência mística. É um estado de percepção radicalmente diferente de nossa compreensão comum de nossa mente cotidiana; é um despertar da consciência.
Uma sensação de profunda paz em relação aos outros e de harmonia lógica com o mundo. É a consciência de que o Universo é movido segundo a Força do Amor e que há para ele, um plano cósmico, uma ordem moral.
A Unicidade traz consigo a percepção de que o "eu" e o "outro" estamos unidos e cria homens novos ou "renascidos pelo espírito".
Ela transforma a desoladora falta de sentido da vida em uma noção de que tudo faz sentido, de que tudo está certo. Ela transforma a configuração absurda da existência em uma visão de mundo que dá lugar à exuberância inevitavelmente esperançosa, uma vez que o sujeito descobre o desígnio fundamental onde, anteriormente, havia apenas percepções e experiências desconexas e confusas.
A unicidade proporciona ao homem uma coragem, amabilidade, compaixão, integridade e uma sanidade fora do comum; um estado de espírito que exerce uma poderosa influência sobre os outros homens. Estes homens passam a recomendar constantemente aos demais seres humanos que se preparem, por meio da oração, das boas ações, do estudo e da meditação, para receberem esta dádiva divina, ou em outras palavras, a Graça de Deus.
Esta dádiva não pode ser imposta ou prevista; quando ocorre, ela é sempre uma surpresa e deve ser buscada "Com todo o teu coração e com toda a tua alma e com toda a tua força e com toda a tua mente", segundo o grande curador de almas, Jesus.
A Unicidade, por melhor que seja a descrição feita, não pode ser conhecida senão por experiência própria, através da iluminação. O máximo que se pode trazer à mente são símbolos que não alcançam ao simbolismo, uma vez que os símbolos são sempre inferiores à realidade que eles representam.
A Unicidade leva a emotividade a um grau inacreditável para aqueles que nunca a testemunharam... é um estado altamente emocional e está além das palavras. Na Unicidade, o intelecto e a intuição se fundem. Há uma fusão do insight com instinto, que resulta numa nova condição do ser. Para aquele que vivencia tal experiência, a compreensão lhe chega através da utilização de todos os canais de sensação e percepção. A Unicidade quebra o antigo estado normal de consciência que exclui a percepção de nossa afinidade com a criação, de nossa união com o Divino. Isso provoca uma sensação de êxtase, ex stasis, que significa sair de um modo de pensamento e de percepção, biológica e culturalmente determinado, e entrar num estado místico. Neste estado, o homem retorna ao estado primordial de afazeres, só que num estado mais elevado, se tornando superconsciente da sua condição. É paradoxal: ao recuperar sua natureza animal, o homem torna-se Deus.
Fonte: http://www.cuidardoser.com.br/pensamentos23.htm
~POEMA PARA UNICIDADE~
Helenice Priedols e Souza
A que ponto chegamos!
Saímos às ruas e tememos
até mesmo a pobre criança
que só nos pede esperança.
Para onde vai o mundo?
Se a violência, a revolta,
a fome e a impunidade
estão rondando os lares
invadem olhos e almas
(há até quem bata palmas
e ache tudo normal).
Cegos!
Não vêem então que se hoje
tiram de alguém o pão
amanhã lhes será tirado?
É tanta gente que ensina
que a hora se aproxima
da terrível divisão.
Joio e trigo separados,
choros, gritos, lamentos,
não alterarão a sina
na hora do turbilhão...
Para escapar ao inferno
muito pior que o de Dante
a mala se prepara antes
a bagagem se acumula aos poucos.
Vê como está o mundo:
o que fizemos à Terra,
além de destruição e guerra,
além de matar nosso irmão?
É hora, amigo, de unirmos
nossas mãos, nossos destinos
e salvarmos a Criação.
Só juntos conseguiremos,
quanto mais braços tivermos
trabalhando no bem comum,
mais forças reuniremos,
mais cedo nos salvaremos,
e logo seremos UM.
UM povo, UMA vida, UM ideal
UMA alma, UM amor, tudo igual.
E uma nova Terra nascerá
onde prevalecerá o BEM
o ar puro, a criança sadia e bonita,
a mão amiga, a comida tanta!
Quem sabe até recebamos
do Irmão Maior a visita,
nesta nova Terra Santa...
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Sim. É minha irmã.
Sim. É poetisa.
Sim. Ela tem blog.
Sim. O endereço é: http://videverso-helen.blogspot.com/
Sim. Visitas são bem-vindas.
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29.1.08
~UTOPIA~

A utopia está lá no horizonte. Eu me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

























