19.1.07

~MUSIC AND LYRICS~






Quanto mais água com açúcar, melhor.

E o Hugh Grant dançando?

Oh my!

Calorias são pequenos animais que vivem nos guarda-roupas e que, durante a noite, apertam as roupas das pessoas.


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Sábia definição enviada pela Claudinha!
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15.1.07

~SETE COISAS~

7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:
1° Juntar 3 milhões de reais. 1 pra gastar, 1 para doar e 1 pra guardar, render e eu não trabalhar mais.
2° Comprar um terreno, projetar, construir e decorar a minha casa.
3° Reencontrar o grande amor da minha vida.
4° Fazer mestrado e doutorado.
5° Viajar para a Tailândia.
6° Conhecer pessoalmente os amigos que só converso pela internet.
7° Morar em Barcelona.

7 coisas que mais digo:
1° Eu pre-ci-so.
2° Ai que vaca!!!
3° KCT!!!
4° Meu, que putz!!!
5° Que bosta!!!
6° Também quero!!!
7° Não!!!

7 coisas que faço bem:
1° Socar as coisas no armário.
2° Arrumar os armários depois.
3° Guardar tranqueira.
4° Dar palpites.
5° Trabalhos minuciosos.
6° Arroz papa e Omelete.
7° Falar sem pensar.

7 coisas que não faço:
1° Pactuar com mentiras e coisas erradas.
2° Prometer e não cumprir.
3° Desperdiçar qualquer coisa.
4° Jogar fora as coisas que "talvez um dia eu precise".
5° Insistir com gente ignorante.
6° Dívidas.
7° Tomar sol.

7 coisas que me encantam:
1° Arte e Arquitetura.
2° Cores e Brilho.
3° Amigos verdadeiros.
4° Atitudes surpreendentes.
5° Criatividade.
6° Tecnologia.
7° Moreno de olhos azuis ou bem negros.

7 coisas que odeio:
1° Hipocrisia.
3° Fanatismo e vícios.
4° Mesmice.
5° Barulho.
6° Falta de educação, atenção e consideração.
7° Chorar facilmente.

E mais uma vez convido a quem quiser fazer sua própria lista.
Mas avisa que quero ver!
;o)

~INCONFORMADA~

Tragédias e fatalidades acontecem todos os dias. 9/11, tsunami, terremotos, aviões colidindo, queimadas incontroláveis, ataques de traficantes, bombardeios... Sejam desastres naturais ou causados pelo homem, causam o mesmo espanto pelas proporções que tomam, pelo número de vidas que levam. E agora essa cratera do metrô aqui em São Paulo. Não se sabe o que pode acontecer ainda. Os bombeiros estão trabalhando à procura de vítimas num local de grande risco, onde o Brasil está assistindo, a cada minuto, a retirada dos caminhões de terra e novos desabamentos acontecendo. Todo o local está precário. Parece uma gelatina. E o guindaste continua lá, oferecendo riscos.
Todas as grandes autoridades envolvidas culpam as incessantes chuvas como responsável principal pelos desastres que vêm acontencendo em São Paulo e no Rio. A melhor que eu ouvi de um jornalista: "A chuva não vai sentar no banco dos réus." Pois é.
Pelamor, será que com 11 acidentes nessa linha 4 do metrô, não perceberam ainda que tem algo de errado nesse consórcio responsável pelas obras? Geólogos, Engenheiros, Técnicos: quem errou?
Temos que esperar pelos laudos. Pacientemente.
Enquanto isso, nesses momentos de apreensão, só nos resta torcer pra nada de mais grave acontecer aos bombeiros que estão trabalhando dentro do túnel escavando procurando as vítimas.

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UPDATE:
Seis vítimas fatais. Dezenas de vítimas desalojadas de suas casas que serão demolidas.
Eu tô pressentindo que essa tragédia foi só um aviso do que ainda pode acontecer.
Mas eu sou otimista. Ainda acredito que pessoas e coisas boas acontecerão pra melhorar a vida do brasileiro.
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11.1.07


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Preciiiiiiiiiiiiiiiiso!!!
Pra que a Lili me mostra essas coisas?
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9.1.07

~ÁGUA VIVA~

É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor de separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais. Continuo com capacidade de raciocínio – já estudei matemática que é a loucura do raciocínio – mas agora quero o plasma – quero me alimentar diretamente da placenta. Tenho um pouco de medo: medo ainda de me entregar pois o próximo instante é o desconhecido. O próximo instante é feito por mim? ou se faz sozinho? Fazemo-lo juntos com a respiração. E com uma desenvoltura de toureiro na arena.Eu te digo: estou tentando captar a quarta dimensão do instante-já que de tão fugidio não é mais porque agora tornou-se um novo instante-já que também não é mais. Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do é da coisa. Esses instantes que decorrem no ar que respiro: em fogos de artifício eles espocam mudos no espaço. Quero possuir os átomos do tempo. E quero capturar o presente que pela sua própria natureza me é interdito: o presente me foge, a atualidade me escapa, a atualidade sou eu sempre no já. Só no ato do amor – pela límpida abstração de estrela do que se sente – capta-se a incógnita do instante que é duramente cristalina e vibrante no ar e a vida é esse instante incontável, maior que o acontecimento em si: no amor o instante de impessoal jóia refulge no ar, glória estranha de corpo, matéria sensibilizada pelo arrepio dos instantes – e o que se sente é ao mesmo tempo que imaterial tão objetivo que acontece como fora do corpo, faiscante no alto, alegria, alegria é matéria de tempo e é por excelência o instante. E no instante está o é dele mesmo. Quero captar o meu é. E canto aleluia para o ar assim como faz o pássaro. E meu canto é de ninguém. Mas não há paixão sofrida em dor e amor a que não se siga uma aleluia.Meu tema é o instante? meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me milhares de vezes em tantas vezes quanto os instantes que decorrem, fragmentária que sou e precários os momentos – só me comprometo com vida que nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim.Escrevo-te toda inteira e sinto um sabor em ser e o sabor-a-ti é abstrato como o instante. É também com o corpo todo que pinto os meus quadros e na tela fixo o incorpóreo, eu corpo-a-corpo comigo mesma. Não se compreende música: ouve-se. Ouve-me então com meu corpo inteiro. Quando vieres a me ler perguntarás por que não me restrinjo à pintura e às minhas exposições, já que escrevo tosco e sem ordem. É que agora sinto necessidade de palavras – e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é a minha quarta dimensão.Hoje acabei a tela de que te falei: linhas redondas que se interpenetram em traços finos e negros, e tu, que tens o hábito de querer saber por quê – e porque não me interessa, a causa é matéria de passado – perguntarás por que os traços negros e finos? é por causa do mesmo segredo que me faz escrever agora como se fosse a ti, escrevo redondo, enovelado e tépido, mas às vezes frígido como os instantes frescos, água do riacho que treme sempre por si mesma. O que pintei nessa tela é passível de ser fraseado em palavras? Tanto quanto possa ser implícita a palavra muda no som musical.Vejo que nunca te disse como escuto música – apóio de leve a mão na eletrola e a mão vibra espraiando ondas pelo corpo todo: assim ouço a eletricidade da vibração, substrato último no domínio da realidade, e o mundo treme nas minhas mãos.E eis que percebo que quero para mim o substrato vibrante da palavra repetida em canto gregoriano. Estou consciente de que tudo o que sei não posso dizer, só sei pintando ou pronunciando, sílabas cegas de sentido. E se tenho aqui que usar-te palavras, elas têm que fazer um sentido quase que só corpóreo, estou em luta com a vibração última. Para te dizer o meu substrato faço uma frase de palavras feitas apenas dos instantes-já. Lê então o meu invento de pura vibração sem significado senão o de cada esfuziante sílaba, lê o que agora se segue: “com o correr dos séculos perdi o segredo do Egito, quando eu me movia em longitude, latitude e altitude com ação enérgica dos elétrons, prótons, nêutrons, no fascínio que é a palavra e a sua sombra”. Isso que te escrevi é um desenho eletrônico e não tem passado ou futuro: é simplesmente já.Também tenho que te escrever porque tua seara é a das palavras discursivas e não o direito de minha pintura. sei que são primárias as minhas frases, escrevo com amor demais por elas e esse amor supre as faltas, mas amor demais prejudica os trabalhos. Este não é um livro porque não é assim que se escreve. O que escrevo é um só clímax? Meus dias são um só clímax: vivo à beira.Ao escrever não posso fabricar como na pintura, quando fabrico artesanalmente uma cor. Mas estou tentando escrever-te com o corpo todo, enviando uma seta que se finca no ponto tenro e nevrálgico da palavra. Meu corpo incógnito te diz: dinossauros, ictiossauros e plessiossauros, com sentido apenas auditivo, sem que por isso se tornem palha seca, e sim úmida. Não pinto idéias, pinto o mais inatingível “para sempre”. Ou “para nunca”, é o mesmo. Antes de mias nada, pinto pintura. E antes de mais nada te escrevo dura escritura. Quer como poder pegar com a mão a palavra. A palavra é objeto? E aos instantes eu lhes tiro o sumo da fruta. Tenho que me destituir para alcançar cerne e semente de vida. O instante é semente viva.A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas – escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio.E se eu digo “eu” é porque não uso dizer “tu”, ou “nós” ou “uma pessoa”. Sou obrigada à humildade de me personalizar me apequenando mas sou o és-tu.Sim, que a palavra última que também é tão primeira que já se confunde com a parte intangível do real. Ainda tenho medo de me afastar da lógica porque caio no instintivo e no direto, e no futuro: a invenção do hoje é o meu único meio de instaurar o futuro. Desde já é futuro, e qualquer hora é hora marcada. Que mal porém tem eu me afastar da lógica? Estou lidando com a matéria-prima. Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais. Estou num estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo. Parece com momentos que tive contigo, quando te amava, além dos quais não pude ir pois fui ao fundo dos momentos. É um estado de contato com a energia circundante e estremeço. Uma espécie de doida, doida harmonia. Sei que meu olhar deve ser o de uma pessoa primitiva que se entrega toda ao mundo, primitiva como os deuses que só admitem vastamente o bem e o mal e não querem conhecer o bem enovelado como em cabelos no mal, mal que é o bom.Fixo instantes súbitos que trazem em si a própria morte e outros nascem – fixo os instantes de metamorfose e é de terrível beleza a sua seqüência e concomitância.Agora está amanhecendo e a aurora é de neblina branca nas areias da praia. Tudo é meu, então. Mal toco em alimentos, não quero me despertar para além do despertar do dia. Vou crescendo com o dia que ao crescer me mata certa vaga esperança e me obriga a olhar cara a cara o duro sol. a ventania sopra e desarruma os meus papéis. Ouço esse vento de gritos, estertor de pássaro aberto em oblíquo vôo. E eu aqui me obrigo à severidade de uma linguagem tensa, obrigo-me à nudez de um esqueleto branco que está livre de rumores. Mas o esqueleto é livre de vida e enquanto vivo me estremeço toda. Não conseguirei a nudez final. e ainda não a quero, ao que parece.Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que vem a veia que pulsa.Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada instante. Aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra. Não quero perguntar por quê, pode-se perguntar sempre por que e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim.

Clarice Lispector

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Clarice também entrava em loop.
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3.1.07

~SEM VOLTA~

Até a semana passada o ritual se repetia. Conversas frenéticas e picantes no MSN, e-mails detalhados sobre as afinidades. Mensagens de texto piegas no celular. Telefonemas de bom-dia, de bom apetite, de boa-tarde e de boa-noite. Apelidos carinhosos. Amassos na cozinha, lavando a louça, enquanto os amigos esperam na sala. Presentes fora de data. Seqüestros no meio da semana, pra matar a saudade. Planos. Muitos planos. Mas, há alguns dias sua caixa de e-mails não tem nenhuma mensagem nova. O celular já não vibra. Nem durante a reunião chata - com uma mensagem dizendo "te adoro!" - nem depois. O telefone de casa, em um silêncio ensurdecedor. Na cabeça, martelando, a promessa que ambos fizeram de não haver ressuscitação, caso a paixão tivesse um súbito colapso.
Se tudo tem que terminar assim, que pelo menos seja até o fim, pra
gente nunca mais ter que terminar.

Ady Cavalcante

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Descaradamente emprestado lá da minha amiga Ady. Mas é assim mesmo que as coisas acontecem. Ou deixam de acontecer.
;o)
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~RECADO~

Gonzaguinha
Se me der um beijo
eu gosto
Se me der um tapa
eu brigo
Se me der um grito
não calo
Se mandar calar
mais eu falo
Mas se me der a mão
Claro, aperto
Se for franco
Direto e aberto
Tô contigo amigo
e não abro
Vamos ver o diabo
de perto
Mas preste bem atenção,
seu moço
Não engulo a fruta
e o caroço
Minha vida é tutano
é osso
Liberdade virou prisão

Se é mordeu
e recebeu
Se é suor
só o meu e o teu
Verbo eu
pra mim já morreu
Quem mandava em mim
nem nasceu

É viver e aprender
Vá viver e entender, malandro
Vai compreender
Vá tratar de viver

E se tentar me tolher
é igual
Ao fulano de tal
que taí
Se é pra ir
vamos juntos
Se não é
já não tô nem aqui

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Feliz Ano Novo aos visitantes desse Loop!
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