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Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2006

hang on

[...] e eu acreditei. ali acreditei com todas as minhas forças que saía um raio verde e outro branco do meu coraçÃĢo para o universo e que a vibraçÃĢo das nossas vozes o encaminharia para quem necessitava dele... e que das minhas mÃĢos saía calor que eu depunha no corpo de quem precisava tanto de chorar. foi assim que me encontrei com uma fÃĐ. nÃĢo numa grande revelaçÃĢo religiosa, mas mais uma vez nas pessoas. na manifestaçÃĢo pura e perfeita de amor, de um grupo de quase-desconhecidos, de mÃĢos dadas, coladas, no quarto crescente, no terraço de um prÃĐdio. um amor que nÃĢo cura tudo, mas que lambe as feridas e consola [...]

skype, encalhados e coisas assim

aqui na empresa acham o skype o mÃĄximo da modernidade. nÃĢo encaixam que a base ÃĐ a mesma do messenger - que tambÃĐm permite fazer "telefonemas" de borla e videoconferÊncias com quem estÃĄ na nossa lista... mas pronto, dizem que ÃĐ mais profissional. ter o skype ligado ÃĐ profissional, ter o messenger ligado ÃĐ o "lÃĄ estÃĄs tu com as tuas conversas, essa gente nÃĢo te larga?"... depois quando arranjo uma resposta ou ficheiro mais rapidamente do que pesquisar na internet, ficam espantados, mas nÃĢo dÃĢo o braço a torcer... enfim... pois que nesse meio selecto e profissional do Skype - em que a minha foto ÃĐ, jÃĄ de prevençÃĢo, dos meus pÃĐs - jÃĄ me vieram cair ao colo (salvo seja) uns quantos matarruanos num espaço de tempo bastante reduzido. sou adicionada à lista deles e, bem que habituada ao messenger em que sÃģ nos adiciona quem nos conhece, penso "pronto, deve ser alguÃĐm que eu conheço mas agora nÃĢo estou bem a ver, sou mesmo despassarada com os nomes..." ... nÃĢo... ...

percursos

hÃĄ anos que nÃĢo ia ali. o meu restaurante preferido. com paredes coloridas repletas de fotos a preto e branco, velas nas mesas, ambiente suave, jazzie e descontraído, empregados jovens e bem-dispostos e a melhor comida do mundo, num dos melhores bairros do mundo, Alfama. permiti-me uma prendinha, um brinde aos tempos apertados que aí vÊm. de peito aberto, que tudo se hÃĄ-de compÃīr e ÃĐ melhor embarcar num mar agitado de mÃĢos dadas. a Audrey mirava-me de vÃĄrios ÃĒngulos, mais ao meu saudoso brie panado com compota de framboesa. e eu sorria no calor abrasador daquela noite comprida de SÃĄbado, temperada a vinho tinto e cumplicidades. eis senÃĢo quando entra um grupo de gente nova, mais ou menos da minha geraçÃĢo. começam logo a pedir para se desligar luzes que acham que estÃĢo a mais e a perguntar se nÃĢo dÃĄ para virar a ventoinha para eles. mau... entre conversas simples de momentos saborosos, era impossível nÃĢo ouvir as outras, desse grupo, que se levantavam acima do volume simpÃĄtico de quem e...

VII

o carro [movimentos redondos. as rodas a girar. nÃĢo. mÚsica? nÃĢo. nÃĢo ÃĐ isto. sentir o chÃĢo. sim. focar. em frente. desfocar o resto. nÃĢo parar. a alcatifa queima. nÃĢo parar. vento, tem de haver vento. abana as mÃĢos. e quando chegar ao fundo? logo se vÊ. bate lÃĄ. nÃĢo avança. nÃĢo pode parar. gira a cabeça, o corpo segue. recto. recto. abana as mÃĢos. tem de haver vento] - olÃĄ. posso falar contigo? - olÃĄ. queres boleia? - posso ir contigo? - podes, anda. [sentes o vento?] - como te chamas. - jÃĄ nÃĢo me lembro. - onde vais? - nÃĢo sei, mas tenho de ir. [estou a chorar, nÃĢo vÊs? ÃĐ do vento. ÃĐ do vento] - estou à procura do verde. disseram-me que era para aqui. - o verde? jÃĄ vi tantos. qual deles? - o verde. - jÃĄ passei por ele, mas nÃĢo me lembro onde. - oh, que pena. sabes, conheci a lua. - ai, que bom, muita companhia me faz... - tambÃĐm a conheces? - nÃĢo pessoalmente, mas passo muitas horas com ela. - tu nÃĢo pÃĄras? - nÃĢo. nÃĢo posso. [dÃģi-me. hÃĄ quanto tempo estou nisto? nÃĢo te vejo a cara. n...

soluço

porto | 2006 ... ou "o meu corpo tem a forma do teu abraço"

casas antigas...

... ÃĄlbuns vivos de infÃĒncia. em que os recortes nos servem para pousar a cabeça.

always remember monty python

tempos conturbados. sai, fica, nÃĢo hÃĄ dinheiro, aguenta mais um bocado, este mÊs ainda dÃĄ. agora nÃĢo temos nada mas entÃĢo e os projectos gigantes garantidos que tÊm lançamento daqui a uns meses sim mas entÃĢo e atÃĐ lÃĄ como ÃĐ que vai ser... fim de tarde. um telefonema: - polegar, parece que as tuas preces foram ouvidas. recebemos uma nova sÃĐrie para o canal espanhol e estamos a contar contigo para as personagens principais. vamos marcar o casting de voz? [saltinhos no meio do escritÃģrio, gritar "pÃĢo para a boca! pÃĢo para a boca!" - pagam a 60 dias, mas ao menos sei que daqui a uns meses me caem à conta mais uns cobres...] quase a sair, outro telefonema: - polegar, estÃĄvamos a pensar contar consigo na equipa de prÃĐ-produçÃĢo da sÃĐrie nova que recebemos para o canal espanhol, para coordenar vozes, dirigir um pouco os actores. e tambÃĐm para fazer a revisÃĢo das traduçÃĩes. por favor envie-nos uma proposta de orçamento para este trabalho. [começa o delirium tremens] para mais informaç...

gravity

[ms] baby, its been a long time waiting. such a long long time. and I can't stop smiling, no I can't stop now do you hear my heart beating? oh can you hear that sound? cos I can't help crying and I won't look down... |embrace|

chico a.k.a. the troll

[ms] corria o longínquo ano de... nem me lembro. sei que era o princípio dos 90's e estes bonecos estavam na moda. como ÃĐ natural a uma prÃĐ-adolescente, fiz imensa publicidade lÃĄ em casa. a minha mÃĢe adorou. achou que tinham uma cara querida, e que se liam nos olhos expressÃĩes e emoçÃĩes conforme os dias. isso jÃĄ ÃĐ lÃĄ com ela. eu gostava do pormenor de na parte de trÃĄs das calças se poder abrir uma parte do fato-macaco que mostrava um engraçado rabiosque de pano. pela minha mÃĢe apelidado de ZÃĐ Maria [muito antes dos reality shows, apesar de a expressÃĢo meio tosca ser semelhante ao rapaz das galinhas], era para mim o Chico ou o boneco, conforme a paciÊncia. nessa altura íamos todos os verÃĩes para casa dos meus tios, a mais de 1000km de Lisboa. 12 horas de viagem, com Paulo Bragança, Roberto Carlos, Demis Russos, The Righteous Brothers e mais uns quantos dos 60's, Beach Boys e El Consorcio [isto atÃĐ eu ter um walkman]... e o Troll. a moda passou mas tornou-se um enraizado ritual d...

maybe it's because I'm a londoner

obrigada, LFM :) Maybe it's because I'm a Londoner That I love London so Maybe it's because I'm a Londoner That I think of her wherever I go I get a funny feeling inside of me When walking up and down Maybe it's because I'm a Londoner That I love London Town Maybe it's because I'm a Londoner | Hubert Gregg

grounding

raíz. contacto. pleno. equilíbrio. no momento de encontrar o meu ponto de conexÃĢo à terra, esmaguei-me ao chÃĢo. quero senti-la. inteira. estender-me nos seus grÃĢos. ser paisagem alentejana. ser horizonte. quero a terra. porque sou tÃĢo planta. ou flor. de nariz no ar. depois reguei-me.

images vs. feelings

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the east enders

[ms] aterrar em ruelas sujas de lojas multiculturais. viajar nos artesanatos. ajudar a desmontar a banca de malas feitas de sacos de plastico. lamber os dedos de hamburguer feito na rua, sentada no passeio. as roupas e estilos inconfundiveis, misturadas sem ordem ou alfabeto. a casa labirintica, porta vermelha de Shacklewell Lane. a niponica doce, o alemao introvertido, o betinho de Oxford, o amigo "emigra". com vinho e queijo para matar-lhe as saudades. boa noite, Londres.