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Perdigão (marca)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Chester (marca))
 Nota: Para outros significados, veja Perdigão.
Perdigão
Nome(s) anterior(es)Perdigão Agroindustrial S.A. (1934-2009)
Empresa (1934-2009)
Marca (2009-presente)
AtividadeAlimentícia
Fundação1934 (92 anos) em Videira, SC, Brasil
Fundador(es)Ângelo e Pedro Ponzoni
André David, Arthur, Guilherme, Abrão e Saul Brandalise
DestinoFundiu-se com a Sadia para formar a BRF (atual MBRF)
Encerramento2009 (como uma empresa)
Proprietário(s)MBRF
ProdutosProteína animal e alimentos ultraprocessados
MarcasChester, Na Brasa, Meu Menu, Mini Chicken, Big Chicken, Mortadela Ouro
Websiteperdigao.com.br
Caminhão da Perdigão a transitar na BR-116 em Jequié, Bahia.

Perdigão é uma marca brasileira de alimentos frigoríficos que nasceu no município de Videira, Santa Catarina. Atualmente pertencente à MBRF.

A Perdigão adquiriu nos últimos anos um dos mais elevados faturamentos comprando diversas indústrias do setor de alimentos tais como a Batavo S/A e recentemente fechou acordo com a Sadia uma das maiores empresas do ramo de processamento de alimentos do Brasil, que se tornou subsidiária da empresa. Os proprietários a partir de 19 de maio de 2009 decidiram renomear o nome Perdigão para BRF, a mais nova gigante do setor alimentício do país. Porém, atualmente a Marfrig comprou a BRF se tornando majoritária entre as acionistas formando em 15 de maio de 2025 a fusão que se tornou MBRF.

História

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Fundada em 18 de agosto de 1934, pelos irmãos Ângelo e Pedro Ponzoni e por André David, Arthur, Guilherme, Abrão e Saul Brandalise,[1] na cidade de Videira (antiga vila das Perdizes e Vitória), meio-oeste de Santa Catarina, a Perdigão tem sua trajetória associada à própria história do setor alimentício no país. A empresa, que se originou de um pequeno armazém de secos e molhados, iniciou as atividades industriais com um abatedouro de suínos em 1939. A empresa tem participação expressiva nos segmentos de industrializados (linguiça, salsicha, presuntaria, mortadela e outros) e congelados de carne (hambúrguer, almôndegas, quibes, cortes e outros), com um market share de 24,2% e 35,0%, respectivamente, no segundo bimestre de 2006, de acordo com medição Nielsen. No segmento pratos prontos/massas, a participação é de 39,0%, de acordo com dados do mesmo período.

No final da década de 80 e durante a década de 90 a Perdigão montou uma equipe de Futsal com sede em Videira que colecionou títulos estaduais, nacionais e o mundial de clubes estando os troféus expostos no município de Videira na galeria de títulos da SERP.

A empresa era uma companhia de capital aberto desde 1980, e era controlada desde 1994 por um pool de fundos de pensão liderados pela Previ (do Banco do Brasil), a multinacional Bunge e o banco de investimentos estadunidense J.P. Morgan. Sua gestão era totalmente profissionalizada. Foi a primeira empresa brasileira de alimentos a lançar ações (ADRs) na Bolsa de Nova York.[2] Em 2001, fez parte do primeiro grupo de empresas a aderir ao Nível I de Governança Corporativa da B3. Em 2006, a empresa pulverizou seu controle acionário e entrou para o Novo Mercado da B3, o nível mais alto de Governança Corporativa.

Em fevereiro de 2000, adquire 49% das ações do frigorífico Batavo S/A, somente no mercado de carnes.[3]

Com receita líquida de R$ 5,15 bilhões, registrada em 2005, atua na produção, no abate de aves e suínos e no processamento de produtos industrializados, elaborados e congelados de carne, além dos segmentos de massas prontas, tortas, pizzass, folhados e vegetais congelados. Em 2005, passou a abater bovinos, além de ingressar nos segmento de margarinas. Sua capacidade instalada é de abater 10 milhões de cabeças de aves/semana e 70 mil cabeças de suínos/semana e frigorificar 730 mil toneladas de carne de aves por ano e 510 mil toneladas de carnes de suínos/ano.

Em junho de 2005, a Perdigão comprou a mato-grossense Mary Louise, de aves e suínos.[4] Em julho do mesmo ano, licenciou suas marcas e vendeu suas unidades de esmagamento de soja e refino de óleo para a Bunge.[5]

Em maio de 2006, a empresa adquiriu 51% das ações da Batavo S/A (e em 2007 adquiriu os outros 49% que eram de posse da Parmalat, se tornando a única dona da Batavo), entrando no mercado de lácteos, buscando a consolidação como uma empresa de alimentos.[6][7] A empresa possui 16 unidades industriais de carnes - localizadas em Santa Catarina (estado em que nasceu) e nos estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Sul - e uma rede de distribuição formada por 16 centros próprios e 13 terceirizados. No exterior, mantém escritórios comerciais na Europa e Oriente Médio e um centro de operações na Holanda.

Em 19 de junho de 2007, comprou a Unifrigo, também de Mato Grosso (estado onde a Perdigão também adquriu a outra empresa chamada Mary Louise) com um valor de R$ 100 milhões.[8] Em 26 de junho do mesmo ano, adquiriu a unidade de margarinas da Unilever, entre eles: Doriana, Claybom e Delicata por R$ 77 milhões, marcando a entrada da empresa nesse ramo.[9] Em 30 de outubro de do mesmo ano, adquiriu a gaúcha Eleva Alimentos, dona das marcas Avipal (de frangos) e Elegê (de laticínios) por R$ 1,7 bilhão.[10] Em 2008, adquire a marca de laticínios mineira Cotochés por R$ 54 milhões.[11]

A Perdigão comemorou em 2008 seu 74º aniversário. Fazia parte desde maio de 2009 do grupo Brasil Foods, união entre a Sadia e a Perdigão S/A.[12][13] Em 2025 comemorou seu 91° aniversário, agora fazendo parte do grupo MBRF da Marfrig que controla o grupo Brasil Foods.

Curiosidades

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O símbolo da empresa é decorrente do nascimento da empresa na Vila das Perdizes e Vitória, hoje município catarinense de Videira, Perdiz é o outro nome para Perdigão.[14]

Chester é uma marca registrada, referente a uma linhagem da espécie frango.[15][16][17][18] Foi desenvolvida nos EUA por melhoramento genético a partir de uma linhagem escocesa, trazida ao Brasil em 1979. É maior, tem menos gordura e maior proporção de peito e coxa, comparado com o frango comum (mais de 70% do chester, contra 45% em um frango comum). A ideia principal era chegar a uma ave vistosa que fosse uma alternativa ao poderoso peru.[19]

Nos documentos confidenciais da autoria da sociedade de advogados panamenha Mossack Fonseca, "Panama Papers", fornecem informações da empresa Perdigão sobre paraísos fiscais offshore.[20]

Referências

  1. Costa, Armando João Dalla (agosto de 2007). «Gestão dos herdeiros ou de profissionais nas empresas familiares: o caso da Perdigão». Revista de Economia Contemporânea. Revista de Economia Contemporânea (2): 197–225. ISSN 1415-9848. doi:10.1590/s1415-98482007000200001. Consultado em 12 de agosto de 2021
  2. «Perdigão: ADR estréia em NY». Estadão. 20 de outubro de 2000. Cópia arquivada em 26 de agosto de 2025
  3. «Perdigão adquire Frigorífico Batávia». Folha de Londrina. 4 de fevereiro de 2000. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2025
  4. «A velocidade da Perdigão». IstoÉ Dinheiro. 27 de julho de 2005
  5. «Perdigão faz acordo com Bunge e sai do óleo de soja». Agrolink. 14 de julho de 2005
  6. «Perdigão assume o controle da Batávia no Paraná». Gazeta do Povo. 27 de maio de 2006. Cópia arquivada em 19 de agosto de 2025
  7. «Perdigão paga R$ 155 milhões e detém controle total da Batávia». O Globo. 29 de novembro de 2007. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2025
  8. «Perdigão compra unidade de bovinos no MT por R$ 100 milhões». G1. 19 de junho de 2007
  9. «Folha de S.Paulo - Perdigão paga R$ 77 mi por margarinas». 26 de junho de 2007. Cópia arquivada em 18 de agosto de 2025
  10. «Perdigão fecha compra da Eleva Alimentos por R$ 1,7 bilhão». 30 de outubro de 2007. Cópia arquivada em 8 de janeiro de 2024
  11. «Perdigão compra a mineira Cotochés». 2 de abril de 2008
  12. Fusão de Sadia e Perdigão manterá marcas e funcionários de fábricas
  13. Sadia e Perdigão confirmam fusão
  14. Revista Superinteressante, O Mistério das Marcas, edição 261, janeiro de 2009, p. 34
  15. «Fim do mistério: nos 40 anos do Chester, empresa divulga fotos do animal vivo». CNN Brasil. 11 de dezembro de 2020. Consultado em 25 de dezembro de 2024
  16. Marini, Marina (23 de dezembro de 2023). «Já viu Chester vivo? É transgênico? Mistérios rondam o frango 'peitudinho'». UOL. Consultado em 25 de dezembro de 2024
  17. «Move over, turkey; make room for Chester». The Poultry Site. 25 de dezembro de 2024. Consultado em 25 de dezembro de 2024
  18. Romero, Simon (28 de outubro de 2016). «Brazil's Mythical 'Super-Chicken': What, Exactly, Is a Chester?». The New York Times. Consultado em 25 de dezembro de 2024
  19. «Saiba tudo sobre o Chester, a ave mais misteriosa na internet». www.perdigao.com.br. Consultado em 4 de janeiro de 2016
  20. Offshore Leaks Database PERDIGAO AGROINDUSTRIAL BRAZIL S/A

Ligações externas

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