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A natureza das coisas inacabadas

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10 depois depois tô por aqui, alguns lugares a gente não abandona. Na verdade, nos esperam pacientemente, como se tivessem a certeza de algo que viria, das viradas da vida, de chave, de mente.   Por aqui já escrevi sobre minha solidão, a solitude, o amor com desassossego, o amor tranquilo, meu desamor, as viradas do meu avesso.  Em tempos de mensagens rápidas no whatsapp, de respostas vazias e vidas tão cheias, retorno pra me (re) encontrar nesse lugar.  Passamos a vida buscando encontrar nosso lugar no mundo, um "constrói, derruba, destrói, refaz" danado.  Antes, eu tinha muitas certezas, molduras pra tudo, pra caber alguém na minha vida, pro que eu acreditava ser minha vida profissional, pra família e pra muitas coisas que eu achava nem caberem em mim.  Aos poucos, fui retirando as molduras, as condições, abrindo mão das respostas e focando mais nas perguntas ( que são muitas).  Os problemas mudaram de proporção, de tema, deram espaço pra uma cabeça ...

Na certa

Guardo todos os momentos que me arrebatam aquele segundo exato que deixo a dúvida  e me agarro na certeza que acalma e recarrega.  E revisito cada momento depois, pra saber se ainda estão lá ou pra saber se quem mudou mesmo fui eu. 

Abre as cortinas pra mim

E se a felicidade fosse assim como uma brisa leve que já estava a caminho e que no dia e hora certos, chega devagar. Pra não assustar. E te sopra a nuca. E te abre a boca.

Por aqueles que ainda não foram

Seja sincero com você, com seus desejos mais íntimos, com sua coragem engavetada. Por aqueles que pensam em ir logo, peço coragem, fé na vida e na nossa própria transformação. A luz do seu próprio destino tá acesa. Já olhou pra ela hoje?

No mar

O instante que antecede a onda que quebra bem violenta, como se fosse a última vez  E não é? Daquele jeito, naquele momento É sim, a última.  Esse instante que reúne a coragem do mundo inteiro coragem de todas as tropas reunidas por todas as batalhas já enfrentadas. A coragem que nos faz querer decifrar  os segredos do universo de nos fazer andar, uma perna depois da outra e de quando preciso, nos faça quebrar como aquela onda. Nas nossas próprias pedras. 

On the road

Que bom que a gente pode (ou se permite) mudar de opinião E saborear com alegria aquilo que já travou a boca um dia. Pode viajar pra um destino que te franzia a testa e poder dar uma direção nova busca da tal felicidade.

Saindo à francesa

A gente ri pra pra não explodir                         Pra colocar pra fora a festa que quer sair       Ou colocar num lugar são e salvo                       A mágoa que se esconde no fundo da sala       E só quer passar de fininho.