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Tate Modern

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tate Modern
Informações gerais
TipoMuseu de arte (arte moderna e contemporânea)
Arquiteto(a)de Meuron
Inauguração11 maio 2000
Visitantes4 514 266 (2025)
PresidenteRoland Rudd
DiretorKarin Hindsbo
Websitewww.tate.org.uk/visit/tate-modern
Área35 000 metro quadrado
Geografia
PaísReino Unido
LocalidadeBankside, Southwark, Londres, Reino Unido
Coordenadas51° 30′ 28″ N, 0° 05′ 58″ O
Mapa
Localização em mapa dinâmico

Tate Modern é um museu de arte localizado em Londres, no Reino Unido, que abriga a coleção nacional britânica de arte moderna e contemporânea internacional, com obras produzidas a partir de 1900. Integra o grupo Tate, juntamente com a Tate Britain, a Tate Liverpool e a Tate St Ives.[1]

O museu está instalado na antiga Estação de Energia de Bankside, no bairro de Bankside, às margens do rio Tâmisa, em frente à Catedral de São Paulo. É um dos maiores museus de arte moderna e contemporânea do mundo. Como ocorre nos demais museus nacionais britânicos, a entrada para o acervo permanente é gratuita, sendo cobrado ingresso apenas para as grandes exposições temporárias.[1]

Em 2025, recebeu 4 514 266 visitantes, o que o tornou a galeria de arte mais visitada e a quarta atração mais popular do Reino Unido.[2]

História

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A Estação de Energia de Bankside

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O edifício que abriga o museu foi projetado pelo arquiteto Giles Gilbert Scott — também autor da Estação de Energia de Battersea — e construído em duas fases, entre 1947 e 1963, para funcionar como usina termelétrica. A estação foi desativada em 1981, em decorrência da alta nos preços do petróleo.[3]

A construção original tinha cerca de 200 metros de comprimento, estrutura de aço revestida de tijolos e uma chaminé central de 99 metros de altura. Internamente, dividia-se em três grandes áreas paralelas: o imenso Hall das Turbinas (Turbine Hall) ao centro, a casa de caldeiras (Boiler House) ao norte e a casa de comutadores (Switch House) ao sul.[4]

Após o fechamento, o edifício permaneceu por anos sob risco de demolição, enquanto grupos de preservação defendiam sua reutilização.[4]

Conversão e inauguração

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Em dezembro de 1992, os curadores da Tate anunciaram a intenção de criar em Londres uma galeria dedicada exclusivamente à arte moderna e contemporânea internacional, separada do acervo de arte britânica. Em abril de 1994, a estação de Bankside foi confirmada como sede do novo museu, e um concurso internacional de arquitetura, que atraiu 148 propostas, selecionou em janeiro de 1995 o escritório suíço Herzog & de Meuron para conduzir a conversão.[5]

As obras de conversão, orçadas em 134 milhões de libras, ocorreram entre junho de 1995 e janeiro de 2000. A alteração externa mais visível foi a adição de uma estrutura envidraçada de dois andares sobre metade do telhado; internamente, preservou-se grande parte da estrutura original, incluindo o Hall das Turbinas e seu guindaste suspenso.[5]

A Tate Modern foi inaugurada pela rainha Isabel II em 11 de maio de 2000, tendo como primeira instalação do Hall das Turbinas a obra I Do, I Undo, I Redo, de Louise Bourgeois, acompanhada de sua escultura monumental Maman.[3] No primeiro ano de funcionamento, o museu recebeu 5,25 milhões de visitantes — mais que o dobro do público somado das três galerias Tate então existentes no ano anterior.[3]

Expansão e o Edifício Blavatnik

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O sucesso de público levou o museu a planejar, desde 2004, uma ampliação na porção sul do edifício, área até então ocupada por uma subestação elétrica da empresa EDF Energy. Em 2006, a empresa liberou parte do espaço, permitindo o projeto de uma torre de dez andares, também assinada pelo Herzog & de Meuron.[6]

Na primeira fase da expansão, três grandes tanques subterrâneos de óleo da antiga usina foram convertidos em espaços expositivos — os Tanks — abertos em 2012 e descritos pelo museu como as primeiras galerias permanentemente dedicadas à arte ao vivo no mundo.[3] A torre de 65 metros construída sobre os tanques foi aberta ao público em 17 de junho de 2016, acrescentando cerca de 22,5 mil metros quadrados de área para exposições, eventos, educação e serviços.[3]

Em maio de 2017, a nova ala, até então chamada de Switch House, foi rebatizada de Edifício Blavatnik (Blavatnik Building), em homenagem ao empresário Leonard Blavatnik, um dos principais doadores dos 260 milhões de libras que custearam a expansão.[7]

O edifício

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O complexo organiza-se em torno do Hall das Turbinas, um vão único de seis andares de altura e cerca de 3 400 metros quadrados que percorre toda a extensão do edifício, entre a Boiler House e o Edifício Blavatnik. Sua escala incomum permite a exibição de obras de grandes dimensões encomendadas especialmente para o espaço.[1]

A Boiler House concentra as principais galerias do acervo, distribuídas pelos níveis 2, 3 e 4, com obras de 1900 até a atualidade, além das alas de exposições temporárias pagas. O Edifício Blavatnik, com onze pavimentos, exibe arte produzida de 1960 em diante e abriga os Tanks no nível térreo.[1] O museu conta ainda com auditório, centro educativo, lojas, cafés, restaurante e um mirante com vista panorâmica de Londres.[1]

Acervo e exposições

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Desde a inauguração, o acervo permanente é exibido em arranjos temáticos, e não em ordem cronológica — uma opção curatorial considerada inovadora à época e que influenciou outros museus.[3] As salas são reorganizadas periodicamente em torno de eixos como a relação entre artista e sociedade, o ateliê, materiais e objetos, e a cidade.[1]

Comissões do Hall das Turbinas

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O Hall das Turbinas recebe anualmente uma grande obra encomendada a um artista contemporâneo. De 2000 a 2012, a série foi patrocinada pela Unilever (The Unilever Series) e incluiu trabalhos célebres como The Weather Project (2003), de Olafur Eliasson, que recriou um sol artificial no interior do museu, Shibboleth (2007), de Doris Salcedo, uma fissura aberta no piso do hall, e Sunflower Seeds (2010), de Ai Weiwei.[3] Desde 2015, a série é patrocinada pela Hyundai, em um acordo de longo prazo considerado um dos maiores patrocínios já firmados com um museu britânico, e já contou com artistas como Kara Walker, El Anatsui e Cecilia Vicuña.[3]

Exposições temporárias

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As grandes exposições temporárias, com ingresso pago, costumam durar de três a quatro meses. A retrospectiva de Henri Matisse em 2014, dedicada aos seus recortes, estabeleceu recorde de público do museu, com mais de 562 mil visitantes.[3] Em maio de 2025, o museu celebrou seu 25.º aniversário com um fim de semana de programação gratuita, marcado pelo retorno da escultura Maman, de Louise Bourgeois.[3]

Direção

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Já dirigiram a Tate Modern: Lars Nittve (1998–2001), Vicente Todolí (2003–2010), Chris Dercon (2010–2016) e Frances Morris (2016–2023). Desde 2023, a diretora é a dinamarquesa Karin Hindsbo.[1]

Localização e acesso

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O museu situa-se na margem sul do Tâmisa, ligado à Catedral de São Paulo e à City de Londres pela Millennium Bridge, ponte exclusiva para pedestres inaugurada no mesmo ano do museu. A estação ferroviária e de metrô mais próxima é Blackfriars, a cerca de 500 metros, e a estação de metrô Southwark também atende a região. Em frente ao museu, o píer de Bankside oferece serviços fluviais, incluindo a linha "Tate to Tate", que o conecta à Tate Britain.[1]

Controvérsias

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Entre 2010 e 2016, o coletivo artístico Liberate Tate realizou uma série de performances de protesto no museu contra o patrocínio da petrolífera BP ao grupo Tate, criticando a associação da instituição com a empresa após desastres como o vazamento da Deepwater Horizon.[7]

Em 2023, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu, em julgamento considerado paradigmático, que o mirante do Edifício Blavatnik violava o direito à privacidade dos moradores de um condomínio residencial vizinho, cujos apartamentos envidraçados ficavam expostos à vista dos visitantes.[1]

Ver também

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Referências

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Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Tate Modern» (em inglês). Tate. Consultado em 9 de junho de 2026
  2. «Latest Visitor Figures» (em inglês). Association of Leading Visitor Attractions (ALVA). Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 5 de maio de 2026
  3. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 «History of Tate Modern» (em inglês). Tate. Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 31 de janeiro de 2026
  4. 1 2 «The rise, fall and transformation of Bankside power station, 1890–2010» (em inglês). Greater London Industrial Archaeology Society. Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de dezembro de 2025
  5. 1 2 «Constructing Tate Modern» (em inglês). Tate. Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2025
  6. Riding, Alan (26 de julho de 2006). «Tate Modern Announces Plans for an Annex» (em inglês). The New York Times. Consultado em 9 de junho de 2026
  7. 1 2 Ellis-Petersen, Hannah (4 de maio de 2017). «Tate Modern names extension after billionaire Len Blavatnik» (em inglês). The Guardian. Consultado em 9 de junho de 2026

Ligações externas

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