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Psicologia feminista

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Psicologia feminista é uma ramo da psicologia centrado nas estruturas sociais e gênero. A psicologia feminista critica a pesquisa psicológica feita historicamente de uma perspectiva masculina e com a visão de que os homens são a norma.[1] A psicologia feminista é orientada pelos valores e princípios do feminismo. Incorpora a pesquisa de gênero e de que maneira as mulheres são afetadas por problemas resultantes dele.

O objetivo por trás desse campo de estudo (gênero) é entender o indivíduo dentro do contexto político e social da sociedade em que ele se encontra.[2] A psicologia feminista põe uma forte ênfase nos  direitos das mulheres. A psicanálise tomou forma como um método clínico ou terapêutico, o feminismo como estratégia política. (Buhle, 1998).

História

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Psicanalistas feministas

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O termo psicologia feminista foi inicialmente cunhado por Karen Horney. No seu livro, Psicologia Feminina, que é uma coletânea de artigos de Horney sobre o assunto escritos entre 1922 e 1937, ela trata de crenças anteriores sobre mulheres, relacionamentos, e o efeito da sociedade na psicologia feminina.

Funcionalismo, Darwinismo e a psicologia das mulheres

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O início da pesquisa psicológica apresenta muito pouco sobre a psicológico das mulheres. Muitas mulheres não combatiam a opressão porque elas sequer se davam conta que eram oprimidas. (Ruck, 2015). Uma vez que o movimento funcionalista chegou aos Estados Unidos, o estudo acadêmico das diferenças entre os sexos e um estudo prototípico da psicologia das mulheres foram desenvolvidos.[3]

O Anti-Feminismo pós-Segunda Guerra

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Em 1942, Edward Strecker criou o "mãezismo" uma síndrome patológica oficial na APA. Ele acreditava que o país estava ameaçado porque as mulheres não estavam se desconectando emocionalmente de seus filhos quando estes ainda eram muito pequenos, o matriarcado estava tornando os homens jovens fracos e eles estavam perdendo seu "poder masculino". Isso alimentou o movimento anti-feminista, as mulheres precisavam de psicoterapia para curar a sua doença mental e prevenir a disseminação do maternalismo. O dano psicológico em uma família seria severo se uma mulher escolhesse uma carreira para satisfazer as suas necessidades ao invés de seu papel doméstico feminino designado pela sociedade - a felicidade das mulheres não é importante, ela deve se encaixar em seu papel. O efeito das mulheres terem pensamentos independente e sede de explorar suas novas opções era uma ameaça enorme ao sistema, resultava em mulheres masculinizadas e homens feminilizados, aparentemente confundindo a juventude da nação e condenando o seu futuro. Constantinople e Bem concordaram que homens e mulheres possuíam masculinidade e feminilidade, e que possuir ambos é ser psychológicamente andrógino e motivo para ser avaliado ou corrigido psicologicamente.

Pesquisa sobre Gênero nos anos 1960 e 1970

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Segundo Edith Greenglass, em 1972 o campo da psicologia ainda era dominado por homens, as mulheres eram completamente excluídas. O uso do termo "mulher" junto com psicologia era terminantemente proibido, os homens se recusavam a ser excluídos da narrativa. Na sua experiência dando aulas, ou como professora auxiliar,  eles tinham que reformular as frases com "seres humanos" ou "gênero". A publicação de Unger Toward a Redefinition of Sex and Gender, afirmava que o uso de gênero mostrava a separação entre sexo biológico e psicológico. Ao invés disso era psicologia de seres humanos. A psicologia das mulheres é feminista porque afirma que mulheres são diferentes de homens, você não pode compreender o comportamento de mulheres colocado fora de contexto. Mas as feministas, por sua vez, obrigaram os psicanalistas a considerar as implicações de uma das proposições mais inflexíveis de Freud:  "seres humanos consistem de homens e mulheres e essa distinção é a mais significativa que existe.” (Buhl, 1998).Em Liberating Minds: Consciousness-Raising as a Bridge Between Feminism and Psychology, dos anos 1970 está a afirmação de que “a feminista radical dos Estados Unidos Irene Peslikis alertou que igualar a emancipação feminina com terapia individual evitava que as mulheres realmente entendessem e lutassem contra as raízes de sua opressão.” O Canadá era uma dos poucos países em que havia uma categoria acadêmica dentro de psicologia para o feminismo. Eles se baseavam em grupos de tomada de consciência para construir o seu movimento. Ruck descreve o processo desses grupos como "pontes" e "tensões" entre o pessoal e o político. O desenvolvimento da tomada de consciência como um método político por si só é muitas vezes atribuído ao coletivo feminista radical de Nova York "Redstockings" (Echols, 1989). A tomada de consciência é fortemente ligada ao feminismo radical, que busca acabar com a discriminação e segregação baseada no sexo, e por meio de movimentos de raiz, como feminismo socialista, afirma que a opressão de mulheres não é subproduto do sistema capitalista e sim uma causa primária deste (Koedt, 1968)

Se juntando à força de trabalho

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As mulheres eram excluídas da definição de Freud de saúde mental (a habilidade de amar e de trabalhar) porque o desejo das mulheres de ter empregos era atribuído a um complexo masculino ou inveja dos homens. Entre 1970 e 1980 a porcentagem de mulheres trabalhando fora de casa subiu de 43% para 51%. Embora as mulheres tenham relatado dificuldade em conciliar o papel de mãe e provedora, elas encontraram uma maneira de realizar-se que não a maternidade. (Buhle, 1998).

Organizações de Psicologia Feminista

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Association for Women in Psychology (AWP)

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A Association for Women in Psychology (Associação para Mulheres na Psicologia) foi criada em 1969 em resposta à aparente falta de envolvimento da Associação Americana de Psicologia com o movimento feminista.[4] A organização surgiu com o intuito sensibilizar e resolver os problemas apontados pelo feminismo dentro do campo da psicologia. A associação focou os seus esforços por uma representação feminista de dentro da Associação Americana de Psicologia e finalmente foi bem sucedida em 1973 com o estabelecimento da divisão 35 da associação (a Society for the Psychology of Women).

Society for the Psychology of Women

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A Society for the Psychology of Women,[4] subdivisão da Associação Americana de Psicologia, surgiu em 1973.[5] Foi criada para prover um espaço às pessoas interessadas na psicologia das mulheres para ter acesso a informações e recursos dentro do campo. A SWP trabalha para incorporar questões feministas no ensino e prática de psicologia. Também organiza diversos comites, projetos e programas.

Section on Women and Psychology (SWAP)

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A Associação Canadense de Psicologia possui uma seção sobre Mulheres e Psicologia (Section on Women and Psychology ou SWAP), cuja função é "melhorar o status das mulheres na psicologia, promover a equidade entre homens e mulheres, e educar psicólogos e o público em geral sobre tópicos relevantes para mulheres e meninas."[6] A SWAP auxilia projetos como a Psychology's Feminist Voices.[7] O Journal of Diversity in Higher Education afirma que mulheres psicólogas são consideradas muitas vezes ineficientes devido à sua baixa contribuição em publicações científicas. No entanto, as mulheres tendem a ter cargos baixos em comparação com seus colegas homens, mesmo com um doutorado.[8]

The Psychology of Women Section (BPS)

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 A Psychology of Women Section,[9] da British Psychological Society foi criada em 1988 para juntar todos com interesse na psicologia de mulheres, para prover um fórum para apoiar pesquisas, aulas e a prática profissional, para aumentar a conscientização acerca de problemas e desigualdades de gênero na psicologia como profissão e como prática. A POWS é aberta a todos os membros da British Psychological Society.

Pesquisas atuais

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Emoções

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Um dos principais assuntos estudados dentro da psicologia feminista são as diferenças de gênero nas emoções. Em geral, psicólogas feministas veem emoções como sendo controladas culturalmente e afirmam que as diferenças estão na expressão de emoções e não na experiência em si.[10] A maneira como uma pessoa demonstra suas emoções é definido por  regras de expressão socialmente reforçadas que guiam formas aceitáveis de expressão para certas pessoas e sentimentos.[10]

Os estereótipos de emoções tem as mulheres como o sexo mais emocional. No entanto, psicólogas feministas apontam que as mulheres são somente vistas experimentando mais fortemente emoções passivas, como tristeza, alegria, medo e surpresa. Homens, ao contrário, são vistos como tendo tendência a demonstrar emoções de natureza dominante, como a raiva.[11] Psicólogas feministas acreditam que homens e mulheres são socializados durante sua vida para ver e expressar emoções de maneira diferente. Na primeira infância, as mães usam mais expressões faciais quando falam com bebês do sexo feminino, e usam mais palavras emotivas quando conversam com elas já maiores.[11]

Meninas e meninos são também socializados por seus pares, as meninas sendo recompensadas por serem sensíveis e emocionais e os meninos recompensados por dominância e não-demonstração das demais emoções.[11] Psicólogas também descobriram que as mulheres, de modo geral, tem mais habilidades em decodificar emoções expressas de maneira não-verbal. Os sinais incluem expressões faciais, tom de voz e postura.[12] Estudos demonstraram que as diferenças de gênero na habilidade de decodificar emoções podem começar com apenas 3 anos e meio de idade.[11] O livro Man and Woman, Boy and Girl observa pacientes intersexuais e explica porque fatores sociais são mais importantes que os biológicos na identidade de gênero e traz a tona o assunto de papéis de gênero e natureza inata versus problemas de criação. (Money & Ehrhardt, 1972).

Liderança

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Nos Estados Unidos, as mulheres compõem metade da força de trabalho. No entanto, apenas uma pequena parcela dessas mulheres ocupa cargos de liderança. As mulheres constituem somente 16% dos diretores corporativos da Fortune 500, 12% dos diretores do conselho, 16% dos governadores estaduais, 14% dos senadores dos Estados Unidos, 2% dos altos postos militares, e 24% dos professores universitários. Mulheres não-brancas tem estatísticas muito mais baixas do que mulheres caucasianas.

As mulheres costumam experimentar o chamado "teto de vidro" quando tentam chegar a posições de liderança. O efeito do teto de vidro se refere a barreiras invisíveis porém poderosas que impedem que as mulheres ultrapassem um certo nível no ambiente de trabalho. “Mulheres afiliadas à Academia Americana de Psicanálise estavam entre as primeiras a perseguir temas como o medo das mulheres de sucesso e inclinações para a dependência neurótica. Reconheceram as forças culturais que inibem o progresso das mulheres nos domínios não-domésticos, particularmente as pressões inerentes a uma sociedade dominada pelos homens..” (Buhl, 1998).

Além disso, as mulheres experimentam um "efeito do chão grudento" ("sticky floor effect"). Ele acontece quando mulheres não tem caminhos para chegar a cargos mais altos. Quando as mulheres tem filhos, elas experimentam uma barreira; recebem menos atribuições desejáveis e menos oportunidades de avanço quando tem filhos. O patriarcado rotula mulheres como "cuidadoras" as tornando mentalmente não fortes o suficiente para se juntar a força de trabalho dominada por homens sem ter danos psicológicos ou emocionais. (Buhl, 1998). Quando as mulheres começam a trabalhar em uma empresa, o seu avanço pode ser limitado por não ter uma funcionária de cargo alto responsável por um papel ativo no desenvolvimento e planejamento de carreira de novas funcionárias. Faltam mentoras para novas funcionárias porque há menos mulheres do que homens em posições de destaque dentro de empresas. Uma mulher com um mentor homem pode ter dificuldade de criar vínculos e ser aconselhada a partir de experiências de trabalho.

Outros fatores limitantes para a liderança de mulheres são diferenças culturais, estereótipos e ameaças. Se uma mulher demonstra um pouco de sensibilidade, ela é rotulada como excessivamente emocional. Geralmente, os chefes não acreditam que pessoas sensíveis sejam capazes de lidar com decisões difíceis ou ocupar posições de liderança. No entanto, se uma mulher demonstra característica consideradas masculinas, ela é vista como má, masculina e agressiva. As mulheres são vistas como menos competentes quando demonstram traços não-femininos e não são levadas a sério. Essas mulheres não se gabam de suas conquistas e se sentem culpadas por serem capazes e ir além de estereótipos de pensamento e emoções femininas para ser bem sucedidas ou tentar se igualar aos homens. Mulheres com carreiras, cujo status profissional depende da apropriação de traços masculinos, frequentemente sofrem de depressão (Buhl, 1998). Pesquisas recentes conectam o conceito de ameaça de estereótipos para com as motivações de garotas para evitar o sucesso como diferença individual; garotas evitam a participação em certos campos dominados por homens devido a obstáculos reais e percebidos para o sucesso nesses campos, embora pouco possa ser provado. (e.g., Spencer et al. 1999).

Outro fator que leva a discriminação e estresse são diferenças culturais entre chefes e empregados. Por exemplo, se um chefe é branco e tem um funcionário negro, o estresse pode surgir se eles não entendem e respeitam um ao outro. Sem confiança e respeito, o avanço é improvável. A nossa descrição de identidade de gênero é branca e classe média. Mulheres brancas são descritas como inteligentes, manipuladoras e privilegiadas por mulheres negras, que são descritas como fortes, determinadas e com atitude. (Burack, 2002). “Aí está, o medo branco da raiva negra,” foi escrito no Ladies Home Journal. (Edwards 1998: 77). Sobre as ameaças percebidas no trabalho, não é uma questão de assédio sexual ou assédio em geral. A ameaça é o fato de que mulheres podem possivelmente tomar conta. Quanto mais mulheres trabalhando em um lugar, mais um homem se sente ameaçado sobre o seu trabalho. Em um estudo com 126 gerentes homens, foi solicitado que estimassem o número de mulheres trabalhando no seu local de trabalho e se eles sentiam ou não que os homens estavam em desvantagem. Os homens que acreditavam que havia muitas mulheres sentiam que a segurança do seu trabalho estava ameaçada (Beaton et al., 1996). Alice Eagly e Blair Johnson (1990) descobriram que homens e mulheres tem pequenas diferenças nos seus estilos de liderança. As mulheres com poder são vistas como interpessoais e mais democráticas, enquanto homens são vistos como orientados a tarefas e mais autocráticos. Na realidade, homens e mulheres são igualmente efetivos nos seus estilos de liderança. Um estudo feito por Alice Eagly (Eagly, Karau, & Makhijani, 1995) não encontrou diferenças significativas na efetividade de líderes homens e mulheres em facilitar o alcance dos objetivos do seu grupo. [13] [14] [15] [16]

Violência

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Herman (1996) mostrou que as feministas baseiam-se na noção psicológica de "trauma" para criticar instituições como a família, proteger as crianças, discordar certas condutas políticas, e lutar contra a violência masculina contra mulheres e crianças. As feministas argumentam que a violência baseada em gênero ocorre frequentemente na forma de violência doméstica, assédio sexual, abuso sexual na infância, abuso sexual e estupro. A violência contra as mulheres pode ser física ou psicológica e não é limitada por raça, status econômico, idade, etnia ou localização. As mulheres podem ser abusadas por estranhos, mas frequentemente o abusador é alguém que a mulher conhece. A violência pode ter efeitos de curto e longo prazo nas mulheres, e elas reagem ao abuso de maneira variada. Algumas mulheres expressam emoções como medo, ansiedade e raiva. Outras escolhem negar que o abuso ocorreu e escondem seus sentimentos. Frequentemente, as mulheres culpam elas mesmas pelo que aconteceu e tentam justificar que de algum modo elas mereceram. Entre as vítimas de violência, distúrbios psicológicos como estresse pós-traumático e depressão são comuns. Além dos danos psicológicos, muitas mulheres também sofrem lesões físicas decorrentes da violência, o que cria a necessidade de buscar ajuda médica. [17] [18] [19]

Teoria relacional-cultural

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A teoria relacional-cultural baseia-se no trabalho de Jean Baker Miller, cujo livro Toward a New Psychology of Women propõe que "relacionamentos que fomentam o crescimento são necessidades humanas centrais e que a desconexão é a fonte de problemas psicológicos."[20] Inspirados pelo livro de Betty Friedan, Feminine Mystique, e outros clássicos feministas dos anos 60, a teoria relacional-cultural propõe que "o isolamento é uma das experiências humanas mais danosas e é melhor tratado reconectando-se com outras pessoas," e que terapeutas deveriam "criar uma atmosfera de empatia e aceitação para o paciente, mesmo às custas da neutralidade do terapeuta".[21] A teoria baseia-se em observações clínicas e busca provar que "não há nada de errado com as mulheres, e sim com o modo como a cultura moderna as enxerga."[22]

Terapia Feminista

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A terapia feminista é um tipo de terapia que vê os indivíduos baseada no seu contexto sociocultural. A ideia central por trás dessa terapia e que os problemas psicológicos das mulheres e minorias são frequentemente um sintoma de problemas maiores na estrutura social na qual eles vivem. Existe o consenso geral de que as mulheres são mais frequentemente diagnosticadas com distúrbios internalizantes, como depressão, ansiedade e distúrbios alimentares, do que homens.[1] Terapeutas feministas disputam teorias anteriores de que isso é resultado de fraqueza psicológica em mulheres, e ao invés disso argumentam que é o resultado de maior estresse devida a práticas sexistas na nossa cultura.[1] Um equívoco comum é a crença de que terapeutas feministas só se preocupam com a saúde mental das mulheres. Enquanto isso é um componente central da teoria feminista, terapeutas feministas também se preocupam com o impacto de papéis de gênero independentemente do sexo. Goldman afirma que a conexão entre a psicanálise e o feminismo está no reconhecimento da sexualidade como fator preeminente na máscara social de mulheres e homens. Freud descobriu que a ideologia masculina era imposta às mulheres para reprimi-las sexualmente, conectando as esferas pública e privada para a subjugação das mulheres. (Buhle, 1998). O objetivo da terapia feminista é o empoderamento da cliente. Geralmente, as terapeutas evitam dar diagnósticos ou rótulos específicos, e ao invés disso, focam-se nos problemas de viver em uma cultura sexista. As clientes são algumas vezes treinadas para ser mais assertivas e encorajadas a reconhecer seus problemas com a intenção de mudar e de mudar as circunstâncias que as rodeiam.[11] Terapeutas feministas veem a falta de poder como um problema central na psicologia das mulheres e minorias. De acordo, a relação entre paciente e terapeuta visa ser tão igualitária quanto possível com ambos lados comunicando-se horizontalmente e dividindo experiências.[12]

A terapia feminista difere de outros tipos de terapia de modo que vai além da ideia de que homens e mulheres devem ser tratados de maneira igual na relação terapêutica. A terapia feminista incorpora valores políticos de maneira mais extensa que muitos outros métodos terapêuticos. Além disso, terapeutas feministas encorajam mudanças sociais além de mudanças pessoais com o objetivo de melhorar o estado psicológico do cliente e da sociedade.[1]

Problemas com as terapias tradicionais

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Preconceito de gênero

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