John Dillinger
| John Dillinger | |
|---|---|
John Dillinger | |
| Nome | John Herbert Dillinger |
| Nascimento | 22 de junho de 1903 |
| Morte | |
| Causa da morte | Baleado |
| Nacionalidade(s) | norte-americano |
| Crime(s) | Assalto a banco, assassinato, assalto, assalto a um oficial, roubo de carro |
| Pena | Aprisionado entre 1924 e 1933 |
John Herbert Dillinger (Indianápolis, 22 de junho de 1903 - Chicago, 22 de julho de 1934) foi um ladrão de bancos norte-americano, considerado por alguns como um criminoso perigoso, e por outros idolatrado como um Robin Hood do século XX. Isto porque muitos americanos culpavam os bancos pela depressão dos anos 30 e Dillinger só roubava bancos.
Dillinger ganhou o apelido de "Jackrabbit" por sua rapidez nos assaltos e fugas da polícia. Além disso, era uma figura atlética, tendo sido considerado um bom jogador de basebol quando estivera na prisão. Suas ações, assim como a de outros criminosos dos anos 30, como Bonnie e Clyde e Ma Barker, dominaram a atenção da imprensa, que passou a chamá-los de "inimigos públicos" (public enemy), entre 1931 e 1935, época em que o FBI se desenvolveu.
Biografia
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Dillinger nasceu em Indianápolis, Indiana. Filho de John Wilson Dillinger (1864-1943) com a primeira esposa Mary Ellen "Mollie" Lancaster (1860-1907). Se alistou na Marinha, mas desertou poucos meses depois. Em seguida, Dillinger voltou para Indiana e se casou em 12 de abril de 1924 com Beryl Ethel Hovious. Entretanto teve dificuldades em arrumar emprego fixo e manter seu casamento.[1][2]
Dillinger se tornou criminoso e foi preso em 1924 na Cadeia Estadual de Indiana. Atrás das grades conheceu ladrões de bancos perigosos como Harry Pierpont de Muncie (Indiana) e Russell "Boobie" Clark de Terre Haute. Trabalhou na lavanderia da prisão e assim ajudou uma fuga de Pierpont, Clark e outros. Dillinger ficou preso na Cadeia de Indiana até 1933, quando foi solto por liberdade condicional. Ao sair, se juntou aos criminosos que ajudara. Graças a notoriedade adquirida pelo criminoso, o grupo ficou conhecido como "a primeira gangue de Dillinger" que, além de Pierpont e Clark, ainda contava com Charles Makley, Edward W. Shouse Jr., Harry Copeland, "Oklahoma Jack" Clark, Walter Dietrich e John "Red" Hamilton. Homer Van Meter e Lester Gillis (Baby Face Nelson) formariam a "segunda gangue de Dillinger", após a fuga dele de Crown Point (Indiana).[1][2]
Segundo a imprensa, Dillinger usava diferentes golpes em seus roubos a banco: se disfarçou de vendedor de alarmes de segurança em Indiana e Ohio. De outra vez sua gangue se passou por uma companhia cinematográfica que queria encenar um roubo a banco. Se dizia que a gangue de Dillinger roubara cerca de $ 300 000 dólares (correspondente a 5 milhões de dólares atuais) de dezenas de bancos.[1][2]
Poucos meses depois da saída da Cadeia Estadual de Indiana, ele voltou à prisão, em Lima (Ohio), mas sua gangue o libertou, assassinando o xerife Jessie Sarber. A maior parte da quadrilha foi capturada no fim do ano em Tucson, Arizona durante um incêndio no Historic Hotel Congress. Dillinger foi preso e enviado para a cadeia de Crown Point, Indiana. Ele foi processado por suspeita do homicídio do guarda William O'Malley durante um tiroteio em um banco em East Chicago, Indiana.[1][2]
Durante os procedimentos do processo, foi tirada uma famosa fotografia de Dillinger apontando uma arma para o promotor Robert Estill.[1][2]
Em 3 de março de 1934, Dillinger fugiria de Crown Point. O bandido aparentemente usou uma arma moldada atráves de uma barra de sabão, fato explorado no folclore sobre gângsters. Essa fuga trouxe constrangimentos a xerife Lillian Holley, que ameaçou Dillinger de morte.[1][2]
Dillinger cruzou a fronteira de Indiana-Illinois num carro roubado, cometendo um crime federal que o colocou sob a mira do FBI.[1][2]
Em abril, a quadrilha apareceu em Manitowish Waters, Wisconsin, procurando um esconderijo. Eles foram denunciados à promotoria de Chicago, que contatou o FBI. Logo uma equipe de agentes liderados por Hugh Clegg e Melvin Purvis cercou o esconderijo, mas os bandidos foram avisados. No tiroteio que se seguiu a quadrilha fugiu em debandada. O agente W. Carter Baum foi atingido e morto por "Baby Face" Nelson.[1][2]
No verão de 1934, Dillinger sumiu de circulação. Ele foi para Chicago e usou o nome de Jimmy Lawrence. Arranjou a namorada Polly Hamilton, que não sabia da sua identidade. Mas o FBI encontrou seu carro, logo deduzindo que estava na cidade.[1][2]
Morte
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Dillinger havia ido ao cinema assistir o filme de gângsters Manhattan Melodrama no Biograph Theater em Lincoln Park, com sua namorada Polly e com Ana Cumpanas (conhecida por Anna Sage). Sage estava com problemas de imigração e fez um acordo com Purvis e o FBI para emboscar Dillinger. Ela não disse ao certo o cinema que iriam, então a equipe de agentes se dividiu em dois locais. Na saída do cinema escolhido, os agentes atiraram, matando-o. Dillinger foi baleado três vezes, sendo atingido no coração.[1][2]
Sage usou um vestido laranja, para que os agentes a identificassem. A luz artificial distorceu a cor, fazendo com que surgisse o mito da "dama de vermelho", um personagem traiçoeiro. Mesmo tendo colaborado com o FBI, Sage foi deportada para Romênia em 1936, onde morreria onze anos depois.[1][2]
Dillinger foi enterrado no Cemitério de Crown Hill em Indianápolis.[1][2]
Em 2006 o Discovery Channel exibiu o documentário The Dillinger Conspiracy, no qual se sugeriu que o sargento da polícia de Chicago, Martin Zarkovich, era quem estava com a arma identificada como a de onde partiu a bala que matou Dillinger.[1][2]
Cultura popular
[editar | editar código]- Johnny Depp interpreta Dillinger em Public Enemies, filme norte-americano de 2009.
- Dillinger é interpretado por um ator que faz papel de estátua de cera no seriado Chapolin Colorado em um episódio intitulado O ladrão do museu de cera, de 1977, obra do comediante Chespirito.
- Dillinger apareceu na novela de Kurt Vonnegut, Timequake.
- Existe a banda de mathcore chamada The Dillinger Escape Plan.
- Outra banda, de punk rock se chamou Dillinger Four.
- Elton John em sua canção "The Ballad of Danny Bailey" de 1973 do disco Goodbye Yellow Brick Road incluiu o verso "Dillinger's dead" no refrão.
- Humphrey Bogart' interpretou Duke Mantee no filme The Petrified Forest, um personagem baseado em Dillinger, com o mesmo corte de cabelo e estilo de roupa.
- John Dillinger é um dos principais personagens da série de livros de ficção científica The Illuminatus! Trilogy, de Robert Shea e Robert Anton Wilson.
- Stephen King escreveu um conto chamado "The Death of Jack Hamilton", publicado em Everything's Eventual: 14 Dark Tales, em que Dillinger é o personagem principal.
- Dillinger aparece como jurado em Os Simpsons, no episódio "Treehouse of Horror IV".
- Foi parodiada a fuga de Dillinger com uma arma falsa, por Woody Allen em seu filme de 1971 Take the Money and Run. No filme, a arma derrete com a chuva.
- Há uma citação em "O arco-íris da gravidade", de Thomas Pynchon, sobre John Dillinger.
- Willian S. Burroughs dedica um poema, "Thanksgiving prayer" para Dillinger.
- Em The Walking Dead, Rick Grimes diz "É, esse sou eu, tão mortal quanto Dilinger" ao ser questionado sobre sua ocupação e o motivo do seu ferimento.
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Matera, Dary (2005). John Dillinger: The Life and Death of America's First Celebrity Criminal. Carroll & Graf Publishers. ISBN 0-7867-1558-8
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Elliott J. Gorn, Dillinger's Wild Ride: The Year That Made America's Public Enemy Number One (2009), p 101