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Catar

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Estado do Catar
دولة قطر
Dawlat Qaṭar
Hino: As Salam al Amiri
Localização de {{{nome_pt}}}
Capital
e maior cidade
Doha
Língua oficialárabe
Religião oficialIslamismo
Gentílicocatarense, catari, catariano, qatariano
GovernoMonarquia absoluta
 Emir
Tamim bin Hamad Al Thani
Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani
Independência 
 Data
3 de setembro de 1971
Área
  Total11 437 km2 (159.º)
FronteiraArábia Saudita
População
  Estimativa para 20202 832 000[1] hab.
  Censo 20162 545 603[2] hab.
  Densidade176 hab./km2
PIB (PPC)Estimativa para 2020
  TotalUS$ 357,338 bilhões *[3] (51.º)
  Per capitaUS$ 138 910[3] (4.º)
PIB (nominal)Estimativa para 2020
  TotalUS$ 183,807 bilhões *[3] (56.º)
  Per capitaUS$ 66 202[3] (6.º)
IDH (2019)0,856 (42.º) – muito alto[4]
MoedaRial (QAR)
Fuso horárioAST UTC+3
  Verão (DST)(não observado) UTC+3
Cód. Internet.qa, قطر.
Cód. telef.+974

Catar,[5] ou Qatar[6][7][8] (português brasileiro: [kaˈtah] ou [kaˈtaɾ]; português europeu: [kɐˈtaɾ]; em árabe: قطر; romaniz.: Qatar‎; pronunciado em árabe: [ˈqɑtˤɑr], pronunciado coloquialmente: [ɡɪtˤɑr]), oficialmente Estado do Catar (em árabe: دولة قطر, translit. Dawlat Qaṭar), é um país árabe do Sudoeste Asiático que ocupa a pequena península do Catar, na costa nordeste da península Arábica, no Oriente Médio. Sua única fronteira terrestre é com a Arábia Saudita ao sul, enquanto o restante de seu território é cercado pelo golfo Pérsico. Um estreito também separa a península do estado insular do Barém através do golfo do Barém. A capital do país é Doha, lar de mais de 80% de seus habitantes. O Catar também sediou a Copa do Mundo FIFA de 2022.[9]

O Catar é um emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. As posições mais importantes no país são ocupadas por membros ou grupos próximos da família al-Thani. Em 1995, o xeque Hamad bin Khalifa Al Thani tornou-se emir após depor seu pai, Khalifa bin Hamad al Thani, em um golpe de Estado​​.[10]

Foi um protetorado britânico até ganhar a independência em 1971. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas oriundas do petróleo e do gás natural (possui a terceira maior reserva mundial de gás).[11][12] Antes da descoberta do petróleo, sua economia era baseada principalmente para a extração de pérolas e comércio marítimo. Atualmente, lidera a lista dos países mais ricos do mundo pela revista Forbes[11] e está classificado em 38º lugar na lista das Nações Unidas de países com maior desenvolvimento humano (IDH),[13] e em 3.° no mundo árabe. A Freedom House considera o país "não livre".[14] A Amnistia Internacional anota vários atropelos de direitos humanos.[15] Desde a primeira Guerra do Golfo, tem sido um importante aliado militar dos Estados Unidos e atualmente abriga uma importante base militar na região.[16]

Com uma população estimada em 2,8 milhões de habitantes, apenas 313 mil são nativos catarianos. Os demais são trabalhadores estrangeiros,[17] especialmente de outras nações árabes (13%), Subcontinente indiano (Índia 24%, Nepal 16%, Bangladesh 5%, Paquistão 4%, Sri Lanka 2%), Sudeste Asiático (Filipinas 11%) e demais países (7%).[18] Também é um dos poucos países do mundo em que seus cidadãos não pagam impostos.[19]

Etimologia

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O nome Catar deriva de Qatara, que se acredita referir à antiga cidade de Zubarah, um importante porto comercial e cidade da região. A palavra "Qatara" aparece pela primeira vez num mapa do mundo árabe de Ptolomeu.

Em língua portuguesa o uso oscila entre a transcrição internacional Qatar e o aportuguesamento Catar que se pronunciam exatamente da mesma forma, isto é, com tónica na última sílaba — oxítona — e com o "a" aberto na primeira: [kaˈtaɾ] em português europeu e [kaˈtah] ou [kaˈtaɾ] em português brasileiro.

Em árabe padrão o nome قطر‎ é pronunciado [ˈqɑtˤɑr], enquanto que localmente se pronuncia [ɡɪtˤɑr].

Os gentílicos do Catar são catarense e catariano.[nota 1] Existe também a alternativa catari (oxítona), registada no Vocabulário da Academia Brasileira de Letras e no Dicionário Priberam (a par dos anteriores).

História

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Pré-história e domínio islâmico

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A habitação humana do Catar remonta a 50 000 anos.[20] Assentamentos e ferramentas que remontam à Idade da Pedra foram descobertos na península.[20] Artefatos da Mesopotâmia originários do período de al-Ubaid (ca. 6 500–3 800 a.C.) foram descobertos em assentamentos costeiros abandonados.[21]

O Catar era descrito como um famoso centro de criação de cavalos e camelos durante o período do Califado Omíada.[22] No século VIII, a região começou a ser beneficiada por sua posição comercial estratégica no golfo Pérsico e tornar-se-ia um centro de negociação de pérolas.[23][24] O desenvolvimento substancial na indústria de pérolas em torno da península do Catar ocorreu durante a era do Califado Abássida.[22] Navios viajando de Baçorá para Índia e China faziam escalas nos portos do Catar durante este período. Peças de porcelana chinesa, moedas da África Ocidental e artefatos de Tailândia foram descobertas no Catar.

Domínio português

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Grande parte da Arábia Oriental era controlada pelos usfuridas em 1253, mas o domínio da região foi conquistado pelo príncipe de Ormuz em 1320.[25] As pérolas do Catar forneciam ao reino uma das suas principais fontes de renda.[26]

Em 1515, Manuel I de Portugal tornou o Reino de Ormuz um Estado vassalo. O Reino de Portugal passou a controlar uma parcela significativa da Arábia Oriental em 1521.[26][27]

Com a conquista do Barém pelos portugueses, a costa árabe até Alhaça ficou sob o domínio e influência do Império Português. Em 1550, os habitantes de Alhaça se colocaram voluntariamente sob domínio do Império Otomano, preferindo-o em relação ao Império Português.[28]

As tentativas dos otomanos de dominar a região foram eliminadas pelos portugueses com a reconquista do castelo de Tarout ou Al Qatif em 1551.[29]

Achados arqueológicos ainda estão sendo escavados em uma das fortalezas portuguesas que serviu de base para dominar a região, chamada Ruwayda.[30] A primeira representação do Catar aparece no mapa português de Luís Lázaro em 1563, mostrando a "cidade do Catar" como uma fortaleza, possivelmente referindo-se ao forte de Ruwayda.

Depois de ter mantido uma presença militar insignificante na área, os otomanos foram expulsos pela tribo Bani Khalid em 1670.[31]

Domínio otomano e britânico

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Presença Portuguesa no golfo Pérsico entre o séc. XVI e XVIII.
Mapa de 1794 mostrando Catura.
Forte Zubara.
Pescadores de pérolas no golfo Pérsico no início do século XX.

Sob pressão militar e política do governador do otomano Midate Paxá, o governante tribal al-Thani submeteu-se ao domínio otomano em 1871.[32] O governo otomano impôs medidas reformistas (Tanzimat) em matéria de impostos e de registro de terras para integrar plenamente estas áreas ao império.[32] Apesar da desaprovação de tribos locais, al-Thani continuou apoiando o domínio otomano. No entanto, as relações catari-otomanas estagnaram e em 1882 ela sofreu novos retrocessos quando os otomanos se recusaram a ajudar al-Thani em sua expedição para Al Khor, então ocupado por Abu Dhabi. Além disso, os otomanos apoiavam Mohammed bin Abdul Waha, que tentou suplantar al-Thani como o caimacão do Catar em 1888.[33] Isto conduziu al-Thani a se rebelar contra os otomanos, a quem ele acreditava que tentavam usurpar o controle da península. Ele renunciou ao cargo de caimacão e parou de pagar impostos ao império em agosto de 1892.[34]

O Império Otomano caiu em desordem depois de perder batalhas em diferentes frentes no teatro de operações do Oriente Médio da Primeira Guerra Mundial. O Catar também participou da Revolta Árabe contra os otomanos. A revolta foi bem-sucedida e o domínio otomano no país diminuiu ainda mais. O Reino Unido e o Império Otomano reconheceram o xeique Abedalá ibne Jassim Atani e o direito de seus sucessores de governar sobre toda a Península do Catar. Os otomanos renunciaram a todos os seus direitos sobre a região e, após a eclosão da Primeira Guerra Mundial, al-Thani (que era pró-britânico) obrigou-os a abandonar Doha em 1915.[35]

Como resultado da divisão do Império Otomano, o Catar tornou-se um protetorado britânico em 3 de novembro de 1916. Nesse dia, o Reino Unido assinou um tratado com onde o xeique al-Thani concordava em não criar quaisquer relações com qualquer outra potência sem o consentimento prévio do governo britânico. Em troca, o Império Britânico garantiria a proteção do Catar de toda a agressão por mar.[35] Em 5 de maio de 1935, al-Thani assinou outro tratado com o governo britânico que concedeu a proteção do Catar contra ameaças internas e externas.[35] As reservas de petróleo foram descobertas pela primeira vez em 1939. No entanto, a exploração foi adiada pela Segunda Guerra Mundial.[35]

A esfera de influência dos britânicos começou a diminuir após a Segunda Guerra Mundial, particularmente após a independência da Índia e do Paquistão, em 1947. Na década de 1950, o petróleo começou a substituir as pérolas e a pesca como a principal fonte de receita do Catar. Os lucros do petróleo começaram a financiar a expansão e a modernização da infraestrutura local. A pressão para uma retirada britânica dos emirados árabes no golfo Pérsico aumentaram durante os anos 1950. Quando o Reino Unido anunciou oficialmente, em 1968, que em três anos deixaria de controlar politicamente o golfo Pérsico, o Catar juntou-se ao Barém e sete outros Estados em uma federação. Disputas regionais, no entanto, rapidamente compeliram o país a declarar a independência da coalizão, que acabaria por evoluir para os Emirados Árabes Unidos.

Independência

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Tradicionais dhows com os arranha-céus de Doha ao fundo

Em 3 de setembro de 1971, o Catar conquistou oficialmente a sua independência do Reino Unido e se tornou um Estado soberano.[36] O governo então decidiu voltar ao realizar o abastecimento de armas para os franceses; essa ligação seria reforçada ao longo do tempo e os franceses se tornariam seu maior fornecedor no novo milênio.[37] Em 1972, o califa bin Hamad al-Thani tomou o poder em um golpe palaciano durante um período de discórdia na família governante. Em 1974, a Qatar Geral Petroleum Corporation assumiu o controle de todas as operações de petróleo no país e o Catar rapidamente cresceu em riqueza.[38] O depósito de gás natural do Campo Norte, então a maior do mundo, foi descoberto por volta de 1976[37] e o país foi um dos primeiros a ter embarcações de gás natural liquefeito.[39]

Em 1991, o Catar desempenhou um papel significativo na Guerra do Golfo, particularmente durante a batalha de Khafji na qual os tanques do país prestaram apoio para unidades da Guarda Nacional da Arábia Saudita, que estava enfrentando o exército iraquiano. O Catar permitiu que tropas do Canadá, que eram parte da coalizão internacional, usassem o país como uma base aérea e também permitiu que forças aéreas dos Estados Unidos e da França operassem em seus territórios.[20]

Em 1995, o Emir Hamad bin Khalifa Al Thani assumiu o controle do país de seu pai, Khalifa bin Hamad Al Thani, com o apoio das forças armadas e do gabinete, bem como de estados vizinhos e da França.[37][40] Sob o Emir Hamad, o Catar experimentou um grau moderado de liberalização, incluindo o lançamento da rede de televisão Al Jazeera, em 1996, a aprovação do sufrágio feminino ou direito ao voto em eleições municipais em 1999, a participação das mulheres na sociedade em 2003, a elaboração de sua primeira constituição escrita em 2005 e a inauguração de uma igreja católica romana em 2008.[41]

A economia e o status do Catar como potência regional cresceram rapidamente na década de 2000.[42] De acordo com a ONU, o crescimento econômico do país, medido pelo PIB, foi o mais rápido do mundo durante essa década.[43][44] A base desse crescimento residiu na exploração de gás natural no Campo Norte durante a década de 1990.[45] Ao mesmo tempo, a população triplicou entre 2001 e 2011, principalmente devido ao influxo de estrangeiros.[46]

Em 2003, o Catar serviu como sede do Comando Central dos Estados Unidos e um dos principais locais de lançamento da invasão do Iraque para derrubar o governo de Saddam Hussein.[47] Pouco antes da invasão, o governo catariano ofereceu santuário a Saddam.[48] A influência crescente do Catar e o seu papel durante a Primavera Árabe, especialmente durante as revoltas de 2011 no Bahrein, agravou as tensões de longa data com a Arábia Saudita, os vizinhos Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.[49] O Catar juntou-se às operações da OTAN na Líbia[50], financiou grupos rebeldes na Guerra Civil Síria contra Bashar al-Assad[51], e participou na intervenção liderada pela Arábia Saudita no Iêmen contra os Houthis.[52] Em 2017, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, o Egito e o Iêmen romperam laços diplomáticos com o Catar, acusando o país de apoiar o terrorismo, principalmente por causa do apoio do Catar à Irmandade Muçulmana e foi expulso da coalizão anti-Houthi.[53][54]

O Catar sediou a Copa do Mundo FIFA de 2022 de 21 de novembro a 18 de dezembro, tornando-se o primeiro país árabe e de maioria muçulmana a fazê-lo, e o terceiro país asiático a sediar o evento, após a Copa do Mundo FIFA de 2002 no Japão e na Coreia do Sul.[55]

Desde 28 de fevereiro de 2026, o país é alvo de ataques de retaliação do Irã em resposta aos ataques conjuntos ataques israelenses-americanos ao Irã.

Geografia

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Imagem de satélite da península do Catar.

A península do Catar se projeta por 160 km no golfo Pérsico, ao norte da Arábia Saudita. Encontra-se entre as latitudes 24° e 27°N e longitudes 50° e 52°E. A maioria do país é composta por uma planície árida baixa e coberta de areia. A sudeste encontra-se o Khor al Adaid ("mar interior"), uma área de dunas de areia que cercam uma entrada do Golfo. Há invernos amenos e verões muito quentes e úmidos.

O ponto mais alto no Catar é Qurayn Abu al Bawl, com 103 m de altura. No Jebel Dukhan, a oeste, há uma série de afloramentos baixos de calcário no sentido norte-sul a partir Zikrit, através de Umm Bab. A área de Jebel Dukhan também contém as principais jazidas terrestres de petróleo do país, enquanto os campos de gás natural se encontram no mar, a noroeste da península.[56]

Biodiversidade e meio ambiente

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O Catar assinou a Convenção sobre Diversidade Biológica, em 11 de junho de 1992, e tornou-se parte da Convenção em 21 de agosto de 1996.[57] O país posteriormente produziu um Plano Nacional de Estratégia para a Biodiversidade e Ação, que foi recebido pela convenção sobre 18 de maio de 2005.[58] Um total de 142 espécies de fungos foram registrados no Catar.[59] Um livro recentemente produzido pelo Ministério do Meio Ambiente documenta os lagartos conhecidos do Catar, com base em pesquisas realizadas por uma equipe internacional de cientistas e outros colaboradores.[60]

Por duas décadas, o Catar teve as mais altas emissões de dióxido de carbono per capita do mundo, com 49,1 toneladas por pessoa em 2008.[61] Os residentes do país são também alguns dos maiores consumidores de água per capita, utilizando cerca de 400 litros por dia.[62]

Em 2008, o país lançou sua Visão Nacional 2030, que destaca o desenvolvimento ambiental como um dos quatro objetivos principais do Catar durante as próximas duas décadas. A Visão Nacional se compromete a desenvolver alternativas sustentáveis ​​para energia à base de petróleo para preservar o meio ambiente local e global.[63]

Demografia

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Pirâmide etária do Catar.

A população do Catar varia consideravelmente dependendo da época, uma vez que o país depende fortemente de trabalho migrante. Em 2020, a população total do Catar era de 2,8 milhões, dos quais 313 000 eram cidadãos do Catar (12%) e 2,3 milhões eram estrangeiros.[1] Os estrangeiros não árabes constituem a grande maioria da população de Qatar; os indianos são a maior comunidade, em número de 545 000 em 2013, seguido por 341 000 nepaleses, 185 000 filipinos, 137 000 bengalis, 100 000 cingaleses e 90 000 paquistaneses entre muitas outras nacionalidades.

Os primeiros registros demográficos do Catar datam de 1892 e foram conduzidos pelos governadores otomanos da região. Com base neste censo, que inclui apenas os residentes das cidades, a população total em 1892 era de 9 830.

O censo de 2010 registrou uma população total de 1 699 435. Em janeiro de 2013, a Autoridade de Estatísticas do Catar estimou a população do país em 1 903 447, dos quais 1 405 164 eram homens e 498 283 mulheres.[1] Na época do primeiro censo, realizado em 1970, a população era de 111 133 habitantes.[64] A população triplicou na década de 2000, a partir de pouco mais de 600 000 pessoas em 2001, deixando os nativos do Catar como menos do que 15% da população total.[65] O afluxo de trabalhadores do sexo masculino desequilibrou a quantidade de homens e mulheres na região, fazendo com que, atualmente, apenas um quarto da população seja composta por mulheres.

As projeções divulgadas pelo governo indicam que a população total do país poderia chegar a 2,8 milhões até 2020. A Estratégia de Desenvolvimento Nacional do Catar (2011–2016) tinha estimado que a população do país chegaria a 1,78 milhão em 2013, 1,81 m em 2014, 1,84 milhão em 2015 e 1,86 milhão em 2016, sendo a taxa de crescimento anual de apenas 2,1%. Mas a população do país subiu para 1,83 milhões até o final de 2012, mostrando um crescimento de 7,5% sobre o ano anterior.[66] A população total do Catar bateu um recorde de 2,46 milhões em novembro de 2015, um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior, excedendo em muito as projeções oficiais.[67]

Religião

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Religião no Catar (2010)[68][69]

  Islã (67.7%)
  Hinduísmo (13.8%)
  Cristianismo (13.8%)
  Budismo (3.1%)
  Sem religião (0.9%)
  Outro (0.7%)

O islã sunita é a religião predominante e oficial do Catar.[70] A maioria dos cidadãos pertencem ao movimento salafista do islã sunita,[71][72][73] com cerca de 5% de seguidores do islã xiita.[74] De acordo o censo de 2004, 71,5% da população são muçulmanos sunitas e cerca de 5% são muçulmanos xiitas, 8,5% são estrangeiros cristãos e 10% são "outras" religiões estrangeiras.[56][69][75] A lei xaria é a principal fonte da legislação do Catar de acordo com a Constituição.[76][77]

Em 2010, a afiliação religiosa no país foi estimada pelo Pew Research Center como 67,7% de muçulmanos, 13,8% de cristãos, 13,8% hindus e 3,1% budistas. Outras religiões e pessoas sem afiliação religiosa representaram os restantes 1,6%.[78]

A população cristã é composta quase inteiramente por estrangeiros; um estudo de 2015 estima que cerca de 200 muçulmanos foram convertidos ao cristianismo.[79] Desde 2008, os cristãos foram autorizados a construir igrejas em terrenos doados pelo governo,[80] mas a atividade missionária estrangeira é desencorajada oficialmente.[81] As igrejas ativas incluem Mar Thoma, Igreja Ortodoxa Siríaca Malankara, Igreja Católica de Nossa Senhora do Rosário e a Igreja Anglicana da Epifania.[82][83][84]

Há também duas congregações, chamadas alas, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.[85][86][87] Apesar de serem uma parcela significativa da população, hindus e budistas não tem um lugar oficial de culto.

O árabe é a língua oficial do Catar, sendo que o árabe catari é o dialeto local. A Língua de Sinais do Catar é a língua da comunidade surda. O inglês é comumente usada como uma segunda língua[88] e é uma língua franca ascensão, especialmente no comércio, mas medidas estão sendo tomadas para tentar preservar o árabe da invasão anglófona.[89] O inglês é particularmente útil para a comunicação no Catar para comunicação com a grande comunidade de