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Alcatel-Lucent

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Não confundir com Alcatel Mobile ou Alcatel Submarine Networks.
Alcatel-Lucent S.A.
Sede em Boulogne-Billancourt, na França
Empresa de capital aberto
CotaçãoEuronext Paris: ALU
AtividadeEquipamentos de telecomunicações
Equipamentos de rede
Fundação1 de dezembro de 2006
DestinoAdquirida e incorporada pela Nokia
Encerramento3 de novembro de 2016
SedeBoulogne-Billancourt, França
Área(s) servida(s)Mundial
Pessoas-chavePhilippe Camus, presidente do conselho de administração
ProdutosEquipamentos, software e serviços para operadoras de telecomunicações e empresas
Antecessora(s)Alcatel S.A.
Lucent Technologies
Sucessora(s)Nokia Networks, aquisição em 2016
Alcatel-Lucent Enterprise, cisão em 2014
Alcatel Submarine Networks
Websitealcatel-lucent.com, versão arquivada

A Alcatel-Lucent S.A. foi uma multinacional de equipamentos de telecomunicações com sede em Boulogne-Billancourt, na região de Paris, na França. A empresa fornecia equipamentos para redes de telefonia fixa, móvel e convergentes, tecnologias IP, software e serviços. Funcionou entre 2006 e 2016 e atuou em mais de 130 países. Seu nome tem a pronúncia francesa [alkatɛl lysɛnt].

A francesa Alcatel adquiriu a norte-americana Lucent Technologies em 2006 e passou a se chamar Alcatel-Lucent. A Lucent sucedera a Western Electric, da AT&T, e controlava o Bell Labs. Em 2014, o grupo se dividiu em duas empresas. A Alcatel-Lucent Enterprise ficou com os serviços de comunicação para empresas, enquanto a Alcatel-Lucent atendia às operadoras de telecomunicações. A divisão empresarial foi vendida à China Huaxin Post and Telecom Technologies naquele ano,[1] e a Nokia adquiriu o restante da Alcatel-Lucent em 2016.[2][3] Em 3 de novembro de 2016, a Nokia concluiu a aquisição, retirou a marca Alcatel-Lucent e incorporou a empresa à divisão Nokia Networks. O Bell Labs foi mantido como subsidiária independente da Nokia.[4][5]

História

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Logotipo da Alcatel
Logotipo da Alcatel antes da fusão com a Lucent Technologies

Empresas antecessoras

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Sede da Alcatel-Lucent até 2009

A Alcatel-Lucent foi formada em 1 de dezembro de 2006 pela fusão da Alcatel com a Lucent Technologies. O nome Alcatel veio de Société Alsacienne de Constructions Atomiques, de Télécommunications et d'Électronique, uma pequena empresa de Mulhouse incorporada pela Compagnie Générale d'Électricité, ou CGE, em 1966. Suas antecessoras trabalhavam com telecomunicações desde o fim do século XIX. Entre elas estavam a CGE e a Western Electric Manufacturing Company.[6]

A Western Electric começou em 1869, quando Elisha Gray e Enos N. Barton abriram uma fábrica em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio. Em 1880, a empresa já havia se mudado para Chicago, no Illinois, e se tornado a maior fabricante de equipamentos elétricos dos Estados Unidos. Em 1881, a American Bell Telephone Company, fundada por Alexander Graham Bell e antecessora da AT&T, comprou o controle da Western Electric. A partir daí, a Western Electric passou a desenvolver e fabricar, com exclusividade, os equipamentos das companhias telefônicas do sistema Bell.[6]

O engenheiro francês Pierre Azaria fundou a CGE em Paris, em 1898.[7] O conglomerado reunia empresas de eletricidade, transportes, eletrônica e telecomunicações. A CGE cresceu no setor de comunicações digitais e também fabricou os trens de alta velocidade TGV, usados na França.[6]

Vista frontal do Alcatel One Touch 535, lançado em julho de 2003

O Bell Telephone Laboratories foi criado em 1925 com a união dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento da Western Electric e da AT&T. Seus pesquisadores desenvolveram o transistor, o laser, a célula solar, o processador digital de sinais, o sistema operacional Unix e o conceito de rede celular. Até 2009, pesquisadores do Bell Labs haviam recebido sete prêmios Nobel.[6]

Também em 1925, a Western Electric vendeu a subsidiária International Western Electric Company à ITT Corporation. A CGE comprou a divisão de telecomunicações da ITT em meados da década de 1980.[6]

A AT&T voltou ao mercado europeu de telecomunicações em 1984, após o desmembramento do sistema Bell. A Philips apoiou a criação de uma empresa conjunta, em parte porque sua tecnologia PRX de comutação telefônica estava envelhecendo e precisava de um parceiro para financiar o desenvolvimento da comutação digital. A nova empresa usou as instalações de fabricação e desenvolvimento de Haia, Hilversum, Bruxelas e Malmesbury, além dos recursos disponíveis nos Estados Unidos, para adaptar o sistema 5ESS ao mercado europeu. A AT&T & Philips Telecommunications BV dobrou o faturamento anual entre 1984 e 1987. Conquistou contratos de comutação e transmissão, sobretudo nos Países Baixos, onde tinha um mercado praticamente cativo. Em 1987, a AT&T aumentou sua participação para 60% e, em 1990, comprou o restante das ações da Philips.

Em 1998, a Alcatel Alsthom concentrou suas atividades em telecomunicações, separou os negócios da Alsthom e mudou o nome para Alcatel. A AT&T havia separado a Lucent Technologies em abril de 1996, por meio de uma oferta pública inicial de ações.[6]

Áreas atendidas pela Alcatel-Lucent em 2009

Em fevereiro de 2000, a Alcatel comprou a canadense Newbridge Networks.

Em abril de 2004, a TCL Corporation e a Alcatel anunciaram uma empresa conjunta para fabricar telefones celulares, a Alcatel Mobile Phones. Um ano depois, a Alcatel vendeu sua participação, mas licenciou a marca à TCL. O licenciamento prosseguiu após a aquisição da Alcatel-Lucent pela Nokia.

Em abril de 2006, a Alcatel anunciou a troca de suas participações na Alcatel Alenia Space e na Telespazio por 673 milhões de euros e 12,1% das ações da Thales, empresa francesa do setor de defesa. A operação elevou sua participação no grupo Thales para 20,8%.[6]

Instalações da Alcatel-Lucent em Nuremberga, na Alemanha

Criação da Alcatel-Lucent

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Diante da concorrência intensa no setor de telecomunicações, a Alcatel e a Lucent Technologies concluíram sua fusão em 30 de novembro de 2006.[8]

2006 a 2015

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A Alcatel-Lucent comprou a divisão de acesso por rádio UMTS da Nortel no fim de 2006. Em 2007, adquiriu a Tropic Networks, fornecedora canadense de redes metropolitanas com multiplexação por divisão de comprimento de onda, a NetDevices, desenvolvedora de gateways para serviços empresariais, a Tamblin, de software para IPTV, e a consultoria em telecomunicações Thompson Advisory Group. A Alcatel-Lucent também fabricava fibra óptica em uma empresa conjunta com a neerlandesa Draka Holding. Em dezembro de 2007, a Draka comprou a participação de 49,9% da Alcatel-Lucent por 209 milhões de euros.[9] Em 2008, foi adquirida a Motive, empresa do Texas que fornecia software de gerenciamento de serviços de banda larga e dados móveis.[6]

Ben Verwaayen assumiu o cargo de diretor executivo em setembro de 2008, após a renúncia de Patricia Russo, primeira diretora executiva da Alcatel-Lucent, e de Serge Tchuruk, primeiro presidente do conselho de administração.[10] Em maio de 2009, a Dassault Aviation comprou a participação da empresa na Thales.[11] A compra da OpenPlug foi anunciada em 1 de setembro de 2010.[12]

Em 2010, a empresa teve receita de 16 bilhões de euros e prejuízo líquido de 334 milhões de euros.[13]

Em 2011, a Alcatel-Lucent transferiu os funcionários e equipamentos que ainda estavam no número 6200 da East Broad Street, em Columbus, para o número 5475 da Rings Road, em Dublin, perto do shopping Mall at Tuttle Crossing, no Ohio.[14] As antigas instalações eram da fábrica Columbus Works, aberta pela Western Electric em 1957. No início da década de 2000, já sob a Lucent Technologies, a fábrica havia reduzido o quadro de funcionários e a produção. Em outubro de 2007, após a fusão, a Alcatel-Lucent decidiu encerrar a produção e eliminar mais 230 postos de trabalho.[15] A mudança levou os 500 funcionários de escritório e os outros 100 que trabalhavam fora das instalações para um imóvel menor, com duas torres e cerca de 11.150 m² de escritórios. O estado do Ohio concedeu um incentivo fiscal de 10 milhões de dólares para ajudar a custear a transferência e manter os empregos do setor na região. Em Dublin, os funcionários trabalhavam no desenvolvimento de estações de telefonia celular de nova geração, aplicações 3G e 4G e tecnologias 4G LTE.[14]

Em outubro de 2011, a Alcatel-Lucent anunciou a venda da Genesys, sua divisão de serviços para centrais de atendimento, ao grupo de private equity Permira por 1,5 bilhão de dólares. Era o mesmo valor que a Alcatel havia pago pela empresa em 2000. A venda buscava levantar recursos para o grupo franco-americano, que acumulava prejuízos desde 2007.[16]

Em 2011, a receita foi de 15 bilhões de euros, com lucro líquido de 1,1 bilhão de euros. Em 2012, a receita caiu para 14,4 bilhões de euros e o prejuízo líquido foi de 1,4 bilhão de euros.[17] Após sete anos seguidos de fluxo de caixa negativo, a empresa anunciou, em outubro de 2013, um plano de corte de 10.000 empregos, cerca de 14% de seus 72.000 funcionários, para reduzir custos em 1 bilhão de euros.[18]

Em abril de 2013, Michel Combes sucedeu Verwaayen como diretor executivo. Em 19 de junho, anunciou o "The Shift Plan",[19] um plano de três anos para concentrar a oferta da empresa em redes IP, acesso de banda ultralarga e computação em nuvem. O plano previa uma redução de custos de 1 bilhão de euros, a venda de ativos selecionados para obter ao menos 1 bilhão de euros e a reestruturação da dívida do grupo.

Em 2014, o Bell Labs abriu uma unidade em Kfar Sava, nos arredores de Tel Aviv, em Israel. O laboratório pesquisaria serviços de computação em nuvem e trabalharia ao lado da unidade que a Alcatel havia aberto em Tel Aviv em 1985, centro mundial de pesquisa do produto CloudBand.[20]

Em 1 de outubro de 2014, a empresa anunciou a conclusão da venda da subsidiária Alcatel-Lucent Enterprise à China Huaxin Post & Telecommunication Economy Development Center.[1]

Em 2014, os laboratórios italianos responsáveis pelo sistema de gerenciamento de redes terrestres 1350 OMS e pelas famílias de equipamentos ópticos OMSN, de Optical Multi-Service Node, e TSS, de Transport Service Switch, foram transferidos para a SM Optics. A nova empresa era uma subsidiária do grupo Siae Microelettronica.[21][22]

Comunicações e operações submarinas

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Para a antecessora Alcatel Cable e a empresa sucessora, veja Alcatel Submarine Networks.

A Alcatel instalava infraestrutura de telecomunicações submarinas em rotas nacionais e internacionais.[23] Entre as aquisições da década de 1990 estavam as instalações de Enderby's Wharf, junto ao rio Tâmisa, em Londres, onde se fabricavam cabos desde a década de 1850,[24] e a fábrica Les Câbles de Lyon, em Calais, fundada em 1891.[25]

O navio Lodbrog, da Alcatel-Lucent, em 2013

Em 2004, a Alcatel usava os navios de lançamento de cabos Ile de Batz, Ile de Brehat, Ile de Re e Ile de Sein, operados pela Louis Dreyfus Armateurs. A subsidiária Alcatel Submarine Networks Marine A/S tinha os navios Heimdal e Lodbrog, enquanto a Alcatel Contracting Norway AS operava o CS Stanelco.[26]

A empresa fabricava componentes para cabos submarinos e empregava seus próprios repetidores, equipamentos que amplificam os sinais transmitidos por longas distâncias. A fábrica de Greenwich, no Reino Unido, em funcionamento desde 1858, produzia amplificadores, repetidores e outros equipamentos submersos.[27]

Entre maio de 2008 e setembro de 2010, a Alcatel-Lucent concluiu a instalação de 10.000 km de cabos com dois pares de fibras na rota EASSy. A rede usava multiplexação densa por divisão de comprimento de onda, ou DWDM, para transmitir quadros SDH entre nove estações, da África do Sul ao Sudão.[28]

Em 2011, o CS Ile de Sein ajudou a recuperar o gravador de dados do voo Air France 447 no Atlântico, com o apoio de um veículo operado remotamente da Phoenix International.[29] Naquele ano, a Alcatel-Lucent comprou o CS Gulmar Badaro e o rebatizou de CS Ile d'Aix para ampliar suas operações. Construído em 1992, o navio tinha equipamentos para instalar e reparar cabos.[30]

Em novembro de 2014, a Alcatel-Lucent adquiriu uma fábrica de sistemas analógicos e sensores sísmicos em Trondheim, na Noruega.[27]

Em 2015, a empresa renovou a parceria com a Louis Dreyfus Armateurs. A Alcatel-Lucent passou a ser proprietária dos sete navios da frota, cuja operação ficou com a parceira francesa.[31]

Em 2016, após a união com a Nokia, o Bell Labs realizou uma transmissão por fibra óptica monomodo ao longo de 6.600 km, para uso nos sistemas transoceânicos da Alcatel-Lucent Submarine Networks. Até então, a empresa havia instalado 580.000 km de sistemas de cabos ópticos submarinos no mundo.[32]

Compra pela Nokia

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Em 15 de abril de 2015, a fabricante finlandesa de equipamentos de telecomunicações Nokia anunciou a intenção de comprar a Alcatel-Lucent por 15,6 bilhões de euros, em uma operação paga integralmente com ações. A compra buscava ampliar a capacidade de competir com a Ericsson e a Huawei. Somadas, as receitas da Nokia e da Alcatel-Lucent em 2014 superavam as de cada uma dessas concorrentes. A conclusão estava prevista para o início de 2016 e dependia da aprovação dos órgãos reguladores e dos acionistas. Combes deixou a empresa em setembro e foi substituído interinamente por Philippe Camus, presidente do conselho de administração desde 2008.[33][34] A aprovação regulatória foi obtida em outubro de 2015 e a dos acionistas foi anunciada em 4 de janeiro de 2016. O Bell Labs seria mantido, enquanto a marca Alcatel-Lucent daria lugar à Nokia.[35][36][37]

Em 14 de janeiro de 2016, a Alcatel-Lucent começou a operar como parte do grupo Nokia.[4] A compra foi concluída em novembro, e a empresa foi incorporada à Nokia Networks.[3]

Organização

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A sede mundial ficava em Boulogne-Billancourt e passou a abrigar escritórios da Nokia.[38] A empresa também teve sedes no 7.º arrondissement e no 8.º arrondissement de Paris.[39] O prédio do 8.º arrondissement foi construído entre 1912 e 1929 e reformado em 1998. Na reforma, recebeu uma decoração inspirada no cosmos e no tempo.[40]

A organização regional dividia-se entre Américas, Ásia-Pacífico e China, e Europa, Oriente Médio e África.[41] A sede para o Oriente Médio e a África ficava no Smart Village, em Gizé, no Egito.[42] Na Itália, havia atividades de pesquisa e desenvolvimento em Vimercate, na Lombardia, Rieti, Battipaglia, Gênova e Bari, além de produção em Trieste e escritórios administrativos e comerciais em Roma.[43][44] Em 2014, a empresa planejava concentrar suas atividades italianas em Vimercate, Trieste e Roma.[45]

Dirigentes

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Segmentos de atuação

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O segmento de redes centrais, chamado Core Networking, reunia as divisões de roteamento IP, transporte IP e plataformas IP. O segmento de acesso tinha quatro divisões, dedicadas a redes sem fio, acesso fixo, licenciamento e serviços gerenciados.[46]

Pesquisa e desenvolvimento

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O Bell Labs era o departamento de pesquisa e desenvolvimento da Alcatel-Lucent.[47]

Em 1876, Alexander Graham Bell recebeu a primeira patente do telefone e depois fundou a empresa que daria origem à AT&T.[48] O nome Bell Labs foi escolhido em sua homenagem.[49]

Em 1937, Clinton Davisson recebeu parte do Prêmio Nobel de Física por demonstrar a natureza ondulatória dos elétrons. Seu trabalho ajudou a estabelecer as bases da eletrônica de estado sólido.[50][51]

Em 1947, John Bardeen, Walter Brattain e William Shockley, do Bell Labs, inventaram o transistor. Os três receberam o Prêmio Nobel de Física em 1956. A substituição das válvulas termiônicas por transistores permitiu reduzir o tamanho dos equipamentos eletrônicos e seu consumo de eletricidade. Aparelhos que antes exigiam grandes espaços passaram a caber em uma casa ou sobre uma bancada de cozinha.[52]

Em 1954, Gerald Pearson, Daryl Chapin e Calvin Fuller desenvolveram a primeira célula solar prática de silício.[53] O Telstar, satélite de comunicações desenvolvido pelo Bell Labs e lançado em 1962, usava células solares para obter energia em órbita. Foi o primeiro satélite a retransmitir televisão ao vivo através do Atlântico, entre os Estados Unidos e a Europa.[54]

No fim da década de 1950, Charles Townes e Arthur Schawlow, que trabalhavam com o Bell Labs, formularam os princípios do laser. O laboratório recebeu a patente em 1960. O laser passou a ser usado em medições e cortes industriais, pesquisas médicas e cirurgias.[55]

Em 1964, Arno Allan Penzias e Robert Woodrow Wilson descobriram a radiação cósmica de fundo em micro-ondas. Eles receberam o Prêmio Nobel de Física em 1978.[56]

Em 1969, Ken Thompson, Dennis Ritchie e outros funcionários do Bell Labs começaram a desenvolver o sistema operacional Unix.[57] Ritchie criou a linguagem de programação C entre 1971 e 1973.[58]

Em 2006, Willard Boyle e George E. Smith receberam o prêmio da Academia Nacional de Engenharia dos Estados Unidos pelo desenvolvimento do dispositivo de carga acoplada, que transforma a luz em sinais usados na produção de imagens digitais.[59] Em 2009, receberam o Prêmio Nobel de Física pela invenção, usada em câmeras digitais, câmeras de vídeo e astronomia.[60]

Em 2013, a Alcatel-Lucent investiu 2,3 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento, cerca de 16% das vendas. A empresa tinha mais de 32.000 patentes em vigor, das quais mais de 3.000 haviam sido concedidas naquele ano, e 14.900 pedidos de patente pendentes.[61]

Prêmios e distinções

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A revista MIT Technology Review incluiu a Alcatel-Lucent na TR50 de 2012, sua lista das empresas mais inovadoras do mundo, pela tecnologia lightRadio.[62] No mesmo ano, a rede lightRadio recebeu o prêmio de melhor tecnologia de infraestrutura do Mobile World Congress.[63]

Em 2014, a empresa ficou na liderança do grupo de equipamentos de tecnologia na avaliação dos índices Dow Jones de Sustentabilidade.[64] Também entrou na lista dos 100 inovadores globais da Thomson Reuters pelo quarto ano consecutivo.[65]

Processos judiciais

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Violações da lei norte-americana contra a corrupção no exterior

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Em dezembro de 2010, a Alcatel-Lucent concordou em pagar 137 milhões de dólares em um acordo por subornar funcionários públicos na Costa Rica, em Honduras, na Malásia e em Taiwan, em violação à Foreign Corrupt Practices Act, lei norte-americana contra práticas de corrupção no exterior.[66] A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, ou SEC, acusou a Alcatel de contratar consultores para repassar mais de 8 milhões de dólares em subornos a agentes públicos, a fim de obter e manter contratos de telecomunicações.[67][68] A Alcatel admitiu ter lucrado cerca de 48 milhões de dólares com os subornos. Pelo acordo, pagaria 45 milhões de dólares para encerrar as acusações da SEC e outros 92 milhões de dólares para resolver as acusações criminais apresentadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.[69]

Alcatel-Lucent contra Microsoft

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A Lucent Technologies processou a Gateway e a Dell por supostas violações de patentes de MP3, MPEG e outras tecnologias desenvolvidas pelo Bell Labs, que havia sido uma divisão da AT&T. A Microsoft passou a participar voluntariamente do litígio em 2003, e a Alcatel foi incluída após adquirir a Lucent.[70]

A primeira parte do processo envolvia duas patentes de codificação de áudio que a Alcatel-Lucent alegava terem sido violadas pelo Windows Media Player. A Alcatel-Lucent venceu o julgamento e obteve uma indenização de 1,52 bilhão de dólares,[71][72] mas o juiz acolheu o pedido da Microsoft para anular a decisão e conceder um novo julgamento.[73] A Alcatel-Lucent recorreu.[74]

Na segunda parte, o juiz concluiu que a Microsoft não havia violado as patentes de reconhecimento de voz da Alcatel-Lucent e encerrou o caso antes do julgamento. A Alcatel-Lucent anunciou que recorreria.[75][76]

O julgamento da terceira parte, sobre patentes de interfaces de usuário, estava previsto para começar em 21 de maio de 2007.[70]

Em 2007, também tramitavam nos Estados Unidos outros processos de violação de patentes entre as duas empresas, alguns iniciados pela Microsoft e outros pela Alcatel-Lucent.[70]

Alcatel-Lucent contra Newegg e Overstock

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Em maio de 2013, a Newegg e a Overstock venceram um recurso no Tribunal de Apelações para o Circuito Federal, que invalidou uma patente da Alcatel-Lucent sobre software de carrinho de compras.[77]

Ver também

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O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Alcatel-Lucent

Referências

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  2. ↑ «Nokia's $16.6 Billion Acquisition Of Alcatel-Lucent Explained». Forbes (em inglês). 16 de abril de 2015. Consultado em 3 de setembro de 2016
  3. 1 2 «Nokia finalizes its acquisition of Alcatel-Lucent, ready to seize global connectivity opportunities» (em inglês). 2 de novembro de 2016. Consultado em 10 de setembro de 2026
  4. 1 2 Tonner, Andrew (6 de janeiro de 2016). «Nokia and Alcatel-Lucent Finally Seal the Deal» (em inglês). The Motley Fool. Consultado em 9 de janeiro de 2016
  5. ↑ «Nokia beneficially owns 91.8% of the Alcatel Lucent Shares (including Alcatel Lucent Shares represented by Alcatel Lucent ADSs) representing 91.8% of the total outstanding voting power in Alcatel Lucent (including such rights represented by Alcatel Lucent ADSs).» (em inglês)
  6. 1 2 3 4 5 6 7 8 «Alcatel-Lucent History». Company Overview (em inglês). Alcatel-Lucent. 2009. Consultado em 28 de abril de 2009. Arquivado do original em 3 de abril de 2009
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  9. ↑ Leers, Kaj. "Draka to pay 209 mln eur to Alcatel-Lucent for 49.9 pct stake in Comteq JV". Forbes, 18 de dezembro de 2007. «Annual Report 2007» (PDF) (em inglês). Draka Holding. 2008. Consultado em 10 de setembro de 2026
  10. ↑ «Alcatel-Lucent announces Chairman Serge Tchuruk and CEO Pat Russo to step down» (em inglês). Alcatel-Lucent. 29 de julho de 2008. Consultado em 28 de abril de 2009. Arquivado do original em 8 de janeiro de 2009
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Leitura adicional

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Ligações externas

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