29.12.08

Coisas bacanas

(Alguém há de ter percebido que estou tentando tirar o atraso de posts. Montes de assuntos, muitos dias sem atualizar blogue... Enfim, corra, Lola, corra.)

Não sou de campanhas ou abaixo-assinados virtuais, correntes de email, mensagens de fim de ano, avisos sobre novos golpes em caixas eletrônicos ou cartões de crédito, nada disso.
Maaaaas
Aqui vão duas coisas muito legais, pra quem ainda não sabe.
A primeira é o movimento 18 de dezembro. É uma rede de apoio a jovens israelenses que foram ou estão presos por se recusarem, por motivos ideológicos, a prestar o serviço militar obrigatório. Acho uma causa muito válida. Para visitar o site, clique aqui.


A segunda é a EPM. Conheço o projeto e recomendo a todo mundo que gosta de música popular brasileira. Seja para ser aluno, seja para aparecer lá apenas para assistir. Pena ser só no Rio de Janeiro.
Estão abertas, pelo site www.escolaportatil.com.br, as inscrições para o ano letivo de 2009 da mais importante escola de música popular do Brasil. Em atividade desde o ano 2000, a Escola Portátil de Música tem como foco o ensino da linguagem do choro. Serão oferecidas oficinas de instrumentos (violão, cavaquinho, pandeiro, flauta, bandolim, clarinete, saxofone, trompete, trombone, tuba, percussão, bateria, piano, contrabaixo, canto, canto-coral), aulas de apreciação musical, harmonia, leitura rítmica, composição, arranjo, improvisação, contraponto, produção fonográfica, solfejo, escrita para percussão, além de práticas de conjunto, como acompanhamento de samba, prática de regional, e o famoso Bandão, "o maior regional do mundo" (veja aqui e aqui). As aulas acontecem aos sábados, na Uni-Rio (Urca). Entre os professores da EPM estão Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, Cristovão Bastos, Pedro Amorim, Celsinho Silva, Oscar Bolão, Rui Alvim, Pedro Paes, Pedro Aragão, Paulo Aragão, Bia Paes Leme, Jayme Vignoli, Marcilio Lopes, Luiz Flavio Alcofra, Ana Rabello, Anna Paes, Amelia Rabello, Ignez Perdigão, Thiago Osório, Nailson Simões, Antonio Rocha, João Lyra, Jorginho do Pandeiro, Naomi Kumamoto.

Mais um serviço Terapia Zero.

Da série Diálogos verdadeiros via chat telemarketing


Com a OI

Ana MArcia: Olá Anna, em que posso ajudar?

Anna V.: Quero migrar meu velox para o plano 1 mega com ligações ilimitadas fixo-fixo. É possível? Meu número é 21-XXXX

Ana MArcia : olá boa tarde

Anna V.: Quero migrar meu velox para o plano 1 mega com ligações ilimitadas fixo-fixo. É possível? Meu número é 21-XXXX

Ana MArcia : oi boa tarde

Anna V.: Quero migrar meu velox para o plano 1 mega com ligações ilimitadas fixo-fixo. É possível? Meu número é 21-XXXX

Ana MArcia : boa tarde

Anna V.: Vc não está recebendo minhas mensagens?!

Ana MArcia : sim boa tarde

Anna V.: Pode responder?

Ana MArcia : boa tarde

Anna V.: Pode responder algo além de boa tarde?

Ana MArcia : para migra entre em contato com o suporte técnico 0800565658

Anna V.: Quero saber se essa velocidade está disponível na minha linha

Ana MArcia : Um momento, por gentileza.

Anna V.: No telefone me disseram que a migração é feita apenas pelo site!

Ana MArcia : Um momento, por gentileza.

Anna V.: ok

Ana MArcia : Obrigado por ter aguardado.

Ana MArcia : você já tem velox?

Anna V.: sim

Ana MArcia : sua linha tem disponibilidade sim para velox TERMINAL APTO PARA VELOCIDADE ATÉ: 8MB

Anna V.: ok, obrigada. para migrar então tenho que ligar para o suporte?

Ana MArcia : a migração você tanto pode fazer no suporte técnico 0800 56 56 58 ou com a loja oi.

Anna V.: o que preciso levar na loja oi?

Anna V.: para fazer essa migração?

Ana MArcia : os seus documentos originais.

Anna V.: quais?

Ana MArcia : não sei quais são.

Anna V.: e onde encontro os endereços das lojas?

Ana MArcia : você esta em qual cidade?

Anna V.: rio

Ana MArcia : não sei qual o endereço pois não moro no Rio de Janeiro.


Precisa continuar?!

Gostar é reconhecer

Já dizia alguém, sei lá quem, um desses teóricos da sociedade de consumo.
Gosto muito dos blogues linkados aqui à esquerda. E, claro, um dos motivos é que me reconheço um vários deles.
Tome-se por exemplo este post da Frida Helê sobre Brothers and Sisters. Poderia eu tê-lo escrito. Não cheguei a ponto de pegar a caixa na locadora, perdi vários episódios, principalmente da primeira temporada. Mas, como em qualquer novela, isso não importa, no capítulo seguinte você já deduziu e entendeu tudo que perdeu. A verdade é que gosto muito da série, pelos mesmos motivos citados pela Helê. Tanto que, nas noites de quarta, Marido já sabe que "vou ver minha novelinha americana". Também continuo fã de House, é claro. E também acho que uma vez por semana é ideal para esse tipo de dramaturgia. De resto, tenho que confessar que:
- gosto mesmo é da Kitty e do Kevin
- adorei esse reencontro com Rob Lowe, meu super ídolo do tipo poster na parede do quarto preso com durex de quando eu tinha 12 anos
- acho muito estranha aquela Holly que fala com o queixo projetado pra frente
- detesto aquela Julia, mulher do Tommy; aliás, casalzinho chato toda vida
- quando vejo aquela Sarah super linda e competente tenho vontade de fazer vestibular para administração de empresas e me tornar presidente da Ojai Foods
Pronto, falei!

Outra sintonia fina esta semana foi com este post da Deh sobre lista de material infantil do maternal. Mathilde começa na creche na primeira semana de janeiro, e a lista de material... Gente! Na verdade são duas listas: uma de material individual (fraldas, mamadeiras, mudas de roupa etc.) e outra de material "comunitário". Preciso me atualizar. Tem muita coisa ali que nem sei o que é. Fitilho, TNT... Como diz Marido, "na minha época, TNT era dinamite". Era mesmo, e do desenho do Coiote. E se serve de consolo, Deh querida, além da mega lista, que inclui até mesmo "100 copos descartáveis para os eventos", ainda tem duzentoseoitentareais de taxa para o resto do material comunitário. $alve-se quem puder.

9.12.08

Naqueles dias

Então, depois de um longo e glorioso verão (tentativa de antônimo para "longo e tenebroso inverno") que durou incríveis vinte meses, recebi a visita do meu tio Chico.
Putz, vou te contar, já tinha até esquecido como é chato virar mocinha.
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8.12.08

Nem tudo está perdido

Porque ontem, na festa de aniversário de 8 anos de A., quando os animadores colocaram determinada música no som, a criançada em peso veio gritando palavras de ordem:
Sem Xu-xa!
Sem Xu-xa!

Lavou minha alma.

Porque na véspera fiquei desanimada com a notícia de que 75 mil pessoas foram ao Maracanã ver a chegada do Papai Noel de helicóptero, com direito a show de Kelly Key, Daniel, KLB e Xu-xa! 75 mil, catso!
Firmo aqui um compromisso público, pois dessa água não beberei jamais! Se algum dia souberem que eu fui ao Maracanã ver o Papai Noel, podem cortar meu dedo mindinho.
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6.12.08

Rua da Glória

É preciso tirar o chapéu para a Prefeitura (essa do apagar das luzes) da muy leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Pois conseguiram encontrar uma rua que nunca engarrafava. Então fizeram uma obra para aumentar a calçada que já era de uma largura mais que suficiente, e reduziram de quatro para duas pistas de rolamento. E se ao menos tivessem colocado ciclovias pelos lados, mas nem isso: só mais vaga$ para estacionamento. O resultado são magníficos engarrafamentos, a qualquer dia, a qualquer hora.
Vamos e venhamos: esses caras da Prefeitura são bons. Fazer uma barbeiragem dessa não é pra qualquer um. Requer técnica, prática e habilidade.

Desmandos à parte, nos últimos dois anos trabalhei na Glória, e me encantei pelo bairro. Apesar de meio suja e abandonada, a Glória tem um tremendo charme. Além de abrigar a Marina da Glória, o Outeiro da Glória, o Hotel Glória e a Taberna da Glória, ela tem uma elegância antiga que muito me agrada. Da Rua da Glória (agora com seu calçadão de um decâmetro e largura), ver a baía de Guanabara ao fundo e a Praça Paris no meio é um espetáculo. Várias vezes tive a impressão de que, dali, o céu era muito mais azul.

PS: Estou tentando inserir uma foto bonita da Glória, da Praça Paris, mas por algum motivo não está funcionando esta bodega. Alguém sabe o que é? É o Blogspot? Será a última atualização do Fire Fox que baixei ontem? Bom, o link para a foto é este aqui.

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4.12.08

D'além mar

Um post por dia, sim. Mas não precisa ser original, relevem, vá.
E hoje, cansada e combalida, só Rititi para me fazer dar risadas.

E, caminho de casa, lembrei-me dos mails, dos comentários, dos posts, da infinidade de blogues escritos por gajas que me perseguem como esquizofrénicas desde que engravidei, das piradas da mama, das fanáticas do parto natural, das alucinadas da naturalidade e de não ponhas creme não te vá sair o puto deficiente, das ciber-vizinhas que passam o dia na net à cata do que escrevem as más mães para imediatamente cagarem sentenças sobre a maternidade, o aleitamento, as creches, o tamanho das mamas, os lençois anti morte súbita, as versões para bebés de Morzart, os micróbios e os cabrões dos percentis, sempre à espreita, sempre à escuta, histéricas, malucas. Doentes. Sim, porque além da evidente falta de sentido de humor, da incapacidade de ler nas entrelinhas, da escassez de ironia e de inteligência, estas gajas estão doentes. Apresentam-se como as super-mães (e quantas delas não assinam como "mamã", "mãezinha", "mãefeliz", santo deus?), escarrapacham as fotos dos filhos desde que eram fetos, partilham com o mundo em geral e a blogosfera em particular pesos, medidas e as cores das merdas infantis, como se a vida se lhes fosse nas descrições das bronquiolites e das alergias e dando-se golpes de peito cada vez que expressam amor aos filhos (abusando de maiúsculas, exclamações e todos os sinónimos do verbo amar, não vá a gente ter dúvidas).

É uma praga mundial, hein. O tal coletivo de mães, como diz a Ângela. Assustador.
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3.12.08

11 meses

Linda morena
Morena
Morena que me faz penar
A lua cheia
Que tanto brilha
Não brilha tanto
Quanto o teu olhar

Hey Ho um mês antes!

O emprego novo não começa mais no dia de Iemanjá. Meus novos empregadores estão loucos por mim e me querem lá antes. Hoho. E eu que estava achando tão poético isso de Iemanjá.
Fico um pouco melancólica com a saída do meu atual trabalho. Gosto muito, tenho dó de deixar, sabendo de tanta coisa que ainda precisa ser feita. Por outro lado, saindo agora acho que preservo os relacionamentos com pessoas muito especiais -- e também, ou por isso mesmo, muito difíceis.
Na verdade, minha vida profissional é uma bagunça completa -- bons trabalhos em áreas muito diferentes. Mas se tem uma coisa que me deixa feliz é que saio de cada um deles tendo aprendido muitas coisas importantes.
Ih, caramba, tá um baita diarinho isso aqui, hein? Nhé nhé.
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2.12.08

É a mãe! É a mãe!*

G. é minha grande amiga e comadre, e está entrando no oitavo mês de gestação. Temos muitas afinidades, é claro, em diversos assuntos, inclusive nessas lides de maternidade. Ela também é a favor de um enxoval anticonsumismo, não vai fazer as famigeradas lembrancinhas de maternidade, assim como eu vai herdar e pegar emprestado tudo o que for possível, e não vai fazer previdência privada para que o filho faça MBA e seja "um grande homem", como a criatura alguns posts abaixo.
Mas ontem, conversando nós duas, vejo como ela pretende fazer tantas coisas diferente do que eu fiz, em especial nos primeiros meses do bebê.
E mesmo assim, por um lado não enxergo isso como uma crítica tácita à maneira como lidei com essas situações; e por outro lado, não acho que ela esteja errada ao querer proceder como quer. Tenho certeza de que G. será ótima mãe. Em certos casos, a gente acerta até mesmo quando erra.
O que não quer dizer que toda mãe seja boa mãe apenas por ser 'a' mãe. Toda mãe é a única mãe que se tem, isso é certo. Pode haver 'co-mãe', como diz minha amiga B., 'co-mãe' de 3. Mas não se pode negar que há mães que fogem da raia. Mães que só querem ser filhas. E é inevitável que seja assim. Ser mãe -- stricto sensu ou lato sensu -- é uma encrenca danada. Não dá para fazer como meu amigo T., que, diante do caos da própria vida, disse para o irmão caçula e de vida (aparentemente) muito estruturada e bem-sucedida: "Chegou a hora de você virar o irmão mais velho." Sei lá. A maternidade é todo um estado de intensidade. Tudo é muito. Muito difícil. Muito bom. Muito muito. Muito.

*Isto é um palíndromo.
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1.12.08

Hey Ho Let's Go

A coisa da rotina do post diário não está muito católica, hein?
Mas vamos lá, são bons motivos.
Por exemplo, ontem marido e eu despachamos Mathilde com a avó e atravessamos o túnel para almoçar. Fomos conhecer o Aconchego Carioca, na Praça da Bandeira, bar-restaurante que anda super badalado. Fez jus, viu. O tal bolinho de feijoada é mesmo isso tudo que dizem. O clima é aprazível, tem uma variedade imensa de cervejas importadas e nacionais, a comida é ótima. Pode ir sem medo de ser feliz.
Outro exemplo: arranjei um novo emprego. Justo quando eu me preparava para sair a campo procurando um novo trabalho, caiu de pára-quedas na minha caixa de entrada um e-mail. Belas coincidências (sim, porque eu não creio em nada além de coincidências). Começo ano que vem, no dia de Iemanjá. O que só pode significar coisa boa.
Por conseqüência: tenho de trabalhar para caráleo se quiser dar conta de todas as coisas que tenho atualmente em curso.
Então vamos lá.
(E ainda por cima já é Natal!)
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26.11.08

A porca miséria

Dez meses e 3 semanas, e me orgulho de dizer que ainda estamos usando as fraldas do chá-de-fraldas. A maníaca aqui faz uma contagem: já passamos das 1.500 fraldas - o que não me faz nem um pouco orgulhosa, tenho culpas ambientais, mas vamos deixá-las de lado.
O fato é que estou no processo de trocar alguns pacotes de fralda P e M que sobraram para tamanho G, onde estamos no momento. Sei lá por quê, ganhamos menos G do que os demais tamanhos, e de umas marcas piorezinhas.
Até agora não tive problemas em trocar as fraldas. Levo só 1 ou 2 pacotes por vez, peço com jeitinho e os gerentes das farmácias trocam numa boa. Procuro sempre comprar mais alguma coisa, pagar uma diferença, de modo a dar um mínimo lucro a quem, por pura liberalidade, me quebrou um galho. Costumo ir nas farmácias aqui de Botafogo, mais bacaninhas.
Aí hoje andei pelo Catete com 2 pacotes para trocar. Ali na rua do Catete tem um monte de farmácias, tudo meio xumbrega (ou, à moda PC, "de viés mais popular"). Foi uma dificuldade. Consegui depois de várias tentativas. Concluí que:
- Quanto pior o estabelecimento, menos camaradas são as pessoas. Pobre sofre.
- Se for uma gerente mulher, esqueça. Não se consegue. Só funciona quando é homem.

Dá pra se pensar um bocado nessas questões de microfísica de poder e relações de gênero. Tivesse eu a verve de uma Mary W, postaria aqui logo um texto a respeito. Mas como não tenho, e só sei de abobrinhas, aqui vai mais uma: sabiam que Bertha Pappenheim, a verdadeira identidade de Anna O. (aquela que me emprestou a alcunha), foi uma feminista e traduziu Defesa dos direitos das mulheres, de Mary W(ollstonecraft)?

25.11.08

Cesar Cielo 2028

Fomos à pediatra hoje. Mathilde está ótima, voltou a engordar, tudo azul. Mas, como começou a andar ridiculamente cedo, aos 9 meses, hoje em dia, aos 10 e meio, quando corre maratonas por aí, já está pisando meio torto. Há que se atentar para os sapatos e sandálias. Mas o mais legal foi que a médica prescreveu: natação. Nossa, adorei muito. Porque já queria colocá-la numa aulinha dessas, mas me censurava um pouco, achando que era meio frescura e bobagem minha. Agora tenho um super álibi, hehe. "Recomendação médica". Já fui olhar dois lugares aqui perto, hoje mesmo. Depois de amanhã vamos fazer uma aula experimental. Oba. Porque, vocês sabem, a mãe tem que fazer a aula junto. Ha. Tchibum.

24.11.08

Más companhias


Já mencionei aqui o casal de amigos que está à espera do messias. Messias está estourando por aí, faltam poucas semanas. Então. Mãe de messias tem um blog, onde escreve sobre aquelas angústias e alegrias gravídicas que conhecemos tão bem. Aí ela escreveu um post sobre dirigir grávida, como ela não queria mais dirigir, porque pega muito trânsito, e outro dia ficou presa num megaengarrafamento, e sentiu uma contração, etc. etc. Eu acho mesmo que ela não deveria mais dirigir pra ir pro trabalho, que é muito longe da casa dela, muitas horas dirigindo todo dia, a pessoa já entrando no último mês da gestação pode não ser mesmo a melhor idéia. Varia de mulher pra mulher e cada uma se impõe seu limite. Tudo certo.
Mas eis que. Chegam os comentários. De várias mães. E para meu espanto completo, todas dizem mais ou menos a mesma coisa: "você não sabe de nada: muito pior será depois que o messias nascer e você tiver que dirigir sozinha com ele na cadeirinha. Porque o Rio de Janeiro é uma cidade violenta e podem roubar o seu carro e você não ter tempo de tirar o seu neném da cadeira."
Bom. Eu li o primeiro comentário desse tipo e pensei: nossa, que louca, pessoa mais paranóica, cruz credo. Li o segundo. O terceiro. O quarto. Todas diziam isso. E aí o grau de barbaridade variava: "meu filho tem um ano e eu nunca saí de carro sozinha com ele", "saio sozinha com ele quando absolutamente necessário, mas morro de medo", e por aí vai.
Marido, ao lado, só ria enquanto eu esbravejava em frente ao monitor. Porque francamente. Se é pra pensar assim, melhor não sair nunca, não é? Ou ainda: melhor nem ter filho se tiver que morar no Rio de Janeiro, essa cidade onde a qualquer momento podem roubar o seu filho dentro do carro! Tá certo que a gente vive na cultura do medo, mas isso é patético.
Mas não foi só.
O blog da mãe de messias é um blog coletivo de mães. E uma delas fez um post sobre como havia feito um fundo de previdência privada para seu filho, onde todo mês depositava um dinheirinho. Até aí tudo bem. Mas aí ela continuava, dizendo que aquele dinheiro era para ele usar para sua formação, fazer um MBA ou uma especialização, porque ela queria que o filho fosse "um grande homem". Só faltou mesmo citar a inesquecível Susanita, com seus devaneios maternais: "E aí as pessoas na rua vão olhar para mim e dizer: 'Lá vai a mãe do doutor Fulano...'". Eu não faço fundo de previdência privada nem seguro de vida pra Mathilde. Mas se fizesse, seria para ela gastar o dinheiro todo como bem entendesse.
Enfim, isso tudo me remeteu para essa questão tão importante do ambiente em que a gente coloca os filhos, e as crianças com quem eles convivem. Como já disse antes, ano que vem a mocinha vai para creche logo que completar um ano. Ainda não escolhemos qual será, mas entre as possibilidades há uma creche pública, municipal. Que, se for mesmo boa como parece, será o meu sonho dourado da diversidade sociocultural. Porque eu tenho muito mais medo da convivência com os filhos dessas mães psycho do que da possibilidade de haver um ladrão de bebês à espreita na próxima esquina.
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21.11.08

Dicas utilíssimas para o seu dia-a-dia

Ó só: quando traduzir um texto do inglês para o português, releia. E quando reler, corte todos os ele/ela/dele/dela/seus que puder.
Sabe por quê?
Porque em inglês não tem aquela história de desinência-número-pessoal, é tudo aquela po-bre-za de I went, you went, he/she/it went, they went, I put, you put, he put, they put, e isso mesmo, put-a-merda.
Daí que eles precisam dizer quem é que went, quem é que put, o tempo todo, se foi ele, se foi ela, se foi você, se fui eu. Então não fica ruim em inglês repetir 88 pronomes por parágrafos. But. Em português fica. Muito ruim. Nossa língua cisma de ter essas belas desinências, que tornam desnecessárias as repetições do pronome. Assim sendo, amigo, podendo cortar um "ele", corte.

Outra: em inglês também não fica ruim repetir os adérbios de modo terminados em "ly". Em português fica. Beeem ruim. Um monte de "mente" no parágrafo. Então, prezado, vire-se com "de forma [adjetivo]" e "de maneira [adjetivo]".

Então, como este post está muito específico e inútil, seguem umas palavras inglesas que não conhecia e incorporei recentemente ao meu vocabulário.

Betroth – contratar casamento, ficar noivo

Convey – transmitir

Covetous – cobiçoso, ganancioso, avarento, sovina

Dwell on – alongar-se, estender-se, insistir, frisar

Extant – sobrevivente, existente, subsistente

Lurch – guinada, desvio súbito

Painstaking – cuidadoso

Procure – obter, conseguir, arranjar, adquirir, granjear

Purvey – fornecer, abastecer

Rabble – turba, ralé, multidão

Time-serving – oportunismo, contemporização

Unremitting – incessante, ininterrupto, infatigável, incansável, constante

Whet – aguçar, estimular, despertar, excitar

Tenho certeza de que essas informações são fundamentais para um bom fim de semana!
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20.11.08

Drops diversos

Mathilde é uma gênia. Fomos à livraria (vamos sempre, em dias de chuva, quando não há opções de lazer) e ela foi direto em cima do livro do Bioy Casares, o mesmo que está na minha cabeceira, porque estou lendo. Se eu não tivesse visto, não teria acreditado. Gê-nia!

É triste, muito triste, que a pessoa tenha tantas coisas pra fazer e tão pouco tempo pra fazer essas tantas coisas, e mesmo assim passe hooooras vendo e experimentando todos os novos "temas" agora disponíveis no GMail. Shoooot me.

A guerra das pomadas dos anos 1930: Minâncora vs Hipoglós. No sempre ótimo blog do Simas. Imperdível.

(Another day, another post.)

19.11.08

Frigindo ovos

Devaneando sobre expressões idiomáticas enquanto espero, no metrô ou no ônibus:

- Parado feito um dois de paus
Quem disse que dois de paus não saem do lugar? Dois de copas andam?

- Frescão
Outro dia entrei num, parei para prestar atenção na palavra e morri de rir. Pegar um frescão, hahaha.
(A propósito: tem esse nome no Brasil todo ou só no Rio?)

- No frigir dos ovos
Por que diabos "no frigir dos ovos" significa "no fim das contas"? Os ovos ficarem prontos é assim, tipo, o final da história? E principalmente, por que não "no fritar do ovos"?? Alguém come ovos frígidos?!

(Vocês estão vendo. Eu estou tentando. Postar todo dia. Porque a pessoa precisa de uma rotina. Alguma rotina. Qualquer uma.)
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18.11.08

O passado numa saída de escola

Outro dia passei em frente ao colégio onde estudei dos 14 aos 17 anos (aquilo que na época se chamava de segundo grau) bem na hora da saída dos alunos. Vi os grupos de adolescentes partindo em todas as direções, caminhando para casa. As meninas com as mochilas penduradas num ombro só, os cabelos presos numa espécie de nó precário feito com o próprio cabelo, conversando animadamente, virando de lado, rodopiando pela calçada.
Foi tão claro. Eu estava ali. Porque me lembrei com precisão daquelas voltas para casa, das conversas sobre quaisquer assuntos, das urgências e das bobagens, dos planos, tantos planos. Não sei que espécie de peça é essa que a memória prega, de trazer lembranças com tanta nitidez.
Tentei lembrar como via, naquela época, alguém como eu hoje - 32 anos, uma filha no colo. Na verdade não consegui lembrar. Decerto porque era algo tão remoto que só poderia me despertar sentimentos como curiosidade ou, vá lá, certa ternura.
Léguas de distância entre a menina de mochila pendurada e a moça com a filha no colo. E no entanto, uma proximidade tão grande na direção oposta, a moça com a filha no colo tão lembrada da menina de mochila pendurada. Que desproporção. E um espanto atônito, tentando entender como foi que isso aconteceu.
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17.11.08

Minha jangada vai sair pro mar


Peguei hoje um temporal na rua. Eu voltando pra casa, saí do metrô direto para o dilúvio. Nem sei como consegui sair do metrô, porque as pessoas ficavam na saída da estação, bem em frente à escada rolante, olhando para fora, para a chuva, como se nunca tivessem visto um fenômeno semelhante. Cariocas são assim, ficam sempre atônitos olhando para a chuva, como se olhar fosse fazer parar a tempestade.
Saltei na estação Botafogo. Não sei se o amigo leitor conhece o venerável bairro carioca de Botafogo, mas se não conhece, posso adiantar que é a freguesia que mais rapidamente alaga de que se tem notícia. Talvez a Ásia das monções possa lhe fazer frente neste quesito - apenas "talvez". Em dez minutos de chuva já não se distingue mais a calçada do asfalto, tudo é uma imensa bacia hidrográfica com lixo boiando. Os carros passam criando marolas e tratando de molhar as poucas partes ainda não encharcadas dos pedestres.
Comprei um guarda-chuva no camelô, mas só por uma questão pro-forma, de modo a manter um mínimo de dignidade e não ficar completamente ensopada.
E lembrei, claro, desta música ótima, que conheci com a gravação da Monica Salmaso no disco "Iaiá".

Cidade lagoa
(Sebastião Fonseca e Cícero Nunes)

Essa cidade que ainda é maravilhosa
Tão cantada em verso e prosa
Desde o tempo da vovó

Tem um problema vitalício e renitente
Qualquer chuva causa enchente
Não precisa ser toró

Basta que chova mais ou menos meia hora
É batata, não demora
Enche tudo por aí

Toda cidade é uma enorme cachoeira
Que da praça da Bandeira
Vou de lancha a Catumbi

Que maravilha nossa linda Guanabara
Tudo enguiça, tudo pára
Todo trânsito engarrafa

Quem tiver pressa seja velho ou seja moço
Entre n’água até o pescoço
E peça a Deus pra ser girafa

Por isso agora já comprei minha canoa
Pra remar nessa lagoa
Cada vez que a chuva cai

E se uma boa me pedir uma carona
Com prazer eu levo a dona
Na canoa do papai


9.11.08

Fazendo história



Ainda mais ou menos no mesmo assunto do post anterior.
É engraçado observar como todo mundo hoje em dia tem a mania de estar presenciando uma época histórica, um fato histórico, qualquer coisa muito digna de nota.
A atual dita "crise financeira", o que quer que ela seja - porque eu não tenho a menor idéia e não entendo picas do assunto -, vem sendo revestida de um caráter de solenidade, comparada à depressão pós 1929 e eventos similares. A vitória de Obama. A eleição de Lula. O 11 de setembro. A internet. Tudo é "estamos vivendo a história". Tudo é como se precisasse ser bem marcado na memória, para contarmos ao nossos netos e bisnetos.
Há um contentamento escondido por trás de cada uma dessas análises, uma alegria oculta por estar vivenciando um tal momento importante. Ou por desejar tão fortemente "viver a história".

Eu só me lembro de ter tido essa sensação, de verdade mesmo, uma vez. E não foi em 11/09/2001 (neste dia eu estava em Cuba, dançando salsa. Juro.). Foi em 9/11/89, há 19 anos, quando caiu o Muro de Berlim.
Vejam bem, estava eu na sétima série, na ocasião. Tinha 13 anos e acabava de travar contato pela primeira vez com essas maluquices de dividir o mapa em países comunistas e capitalistas, Otan e Pacto de Varsóvia, tudo isso filtrado pela ótica marxista descaradamente parcial característica dos professores de história e geografia dos colégios brasileiros.
Nesse dia, eu estava na casa da minha avó, assistindo à televisão que ficava na cozinha, pendurada num giro-visão. Foi ali que vi, provavelmente no Jornal Nacional com Cid Moreira ou Sergio Chapelin, as imagens das pessoas subindo no Muro, bebendo, cantando, se abraçando. Fiquei embasbacada. Aquele muro, que tão pouco tempo antes havia se construído na minha cabeça, de forma tão definitiva e definidora, não existia mais. No dia seguinte, e no seguinte ao seguinte, fiz muita questão de ler tudo sobre os assuntos nos jornais - coisa que, é claro, aos 13 anos, não era um hábito.
Lembro perfeitamente de ter tido o seguinte pensamento: "Nove de novembro de 1989. Preciso guardar essa data, que ela vai ser importante pra sempre." E foi assim, desviada pela lógica perversa da prática de decorar datas, que eu me senti, realmente, vivenciando a história.
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Sonhos sonhos são

Ao longo desta semana, reparei que estou destooando da imensa maioria dos meus amigos, muito comovidos com a vitória do Obama. Numa lista de e-mails escrevi sobre minhas reservas sobre o aspecto messiânico que a coisa me parece estar tomando, e logo recebi respostas do tipo "Esta é a Anna, sempre pé-no-chão" etc.
Puxa, logo eu?
Logo eu, que passei o reveillon 2002-2003 em Brasília (minha primeira e única visita à capital do Brasil) só para participar da festa da posse do Lula, ali naquele gramado da esplanada, ao lado de uma porção de brasileiros de todos os cantos do país? Logo eu, vou ficar conhecida como aquela que não sonha, não se emociona?
Ou será justamente efeito disso tudo?
Claro que fiquei contente com a vitória do Obama. É óbvio que enxergo uma fantástica carga simbólica nessa eleição. Mas o problema, acho, reside aí. Um símbolo é um símbolo. E só.
Enfim, espero que não.

Ao mesmo tempo, a vidinha aqui segue, tudo como dantes. Jandira Feghali ganha a secretaria municipal de cultura das mãos do aliado de segundo turno Eduardo Paes.
Não sei por quê, mas, como no parágrafo acima, eu esperava que não.
Ei, ei, eu ainda sou aquela...
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3.11.08

10 meses


Kung Fu Baby

1.11.08

Novo sonho de consumo


Porque tem dias que...

28.10.08

Planeta SP


Estive em São Paulo no fim de semana. E, como acontece sempre que vou pra lá, sinto-me como se estivesse em outro país. Quase diria em outro planeta.
São Paulo, cidade cheia de túneis que não são em montanhas.
São Paulo, que montanhas não tem, mas onde está-se sempre subindo ou descendo uma ladeira.
São Paulo, que sem montanhas dá uma impressão de não ter fim, não acabar nunca, nunca, nunca.
São Paulo, que tem tantos prédios, mas ainda tantas e tantas casinhas.
São Paulo, que tem cafezinhos de R$ 4,90 mas imóveis e gasolina mais baratos que o Rio.
São Paulo, terra dos paulistanos.
Considerações à parte, registre-se que:
Conheci a Sala São Paulo, absolutamente fantástica sala de concertos.
Peguei um táxi cujo motorista disse, com o ardor dos facínoras, a propósito da eleição que se avizinhava: "Minha senhora, o meu candidato é o Maluf!" - porque, na boa, no fundo não é sem alguma surpresa que a gente se dá conta que essas pessoas existem de verdade.
Fui a um jantar que tinha entre os comensais membros da família Matarazzo e a Silvia Poppovic. Acho que não preciso dizer mais nada. A não ser que saímos correndo logo que possível.

Meu rio, meu Tietê, onde me levas?
Sarcástico rio que contradizes o curso das águas
E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens,
Onde me queres levar?...
(M. de A.)

Desamor


Meu grande presente de aniversário, no dia 5, foi a ida do Gabeira para o segundo turno da eleição municipal, com chances reais de vitória. Há tempos não me empolgava com uma eleição, e acompanhei com interesse e espírito de torcida cada resultado divulgado de pesquisa. Por isso, sinto-me arrasada com o resultado das urnas ontem, uma derrota por diferença ínfima, 55 mil votos, ainda por cima sabendo que a abstenção foi de quase um milhão de eleitores. Sei lá se o domingão de sol e calor combinado ao feriado do dia do funcionário público convenientemente antecipado para segunda teve influência decisiva. O que sei é que teremos mais do mesmo, mais da mesma politicagem de sempre camuflada no discurso bocó do bom administrador, síndico etc. A pilantragem toda comemora. Por aqui, só o cansaço, cansaço. E pior de tudo é saber de gente com discernimento que não votou no Gabeira por uma tal fidelidade ideológica ou algo semelhante, não votou por se considerar de esquerda, qualquer coisa assim, como se isso fosse mais importante do que a cidade onde se vive.
Pois não é.
Acabamos de perder uma chance rara de fazer alguma diferença.
Essa declaração de desamor ao Rio de Janeiro, eu confesso que não engulo, não.
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20.10.08

Ruibarbo et cetera


Bel Seslaf fez um post que citava iogurte de ruibarbo.
Ruibarbo.
Ruibarbo.
É. Sem dúvida.
Ruibarbo acaba de entrar na minha lista de palavras mais feias da língua portuguesa, ao lado de cônjuge, regozijo, fronha (colaboração de Ângela F.), flâmula e amêijoa.
Tenho também a lista das mais lindamente eufônicas, que inclui serelepe, oxigênio, palíndromo, sicofanta e, hors-concours, Pernambuco, um caso de puro virtuosismo, 10 letras, nenhuma repetida.

(Ruibarbo no Google: 5 primeiros links para Rui Barbosa. Tsk.)
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18.10.08

Sábado

Quando ele chegou eu já o esperava havia três horas. Entrou e me achou na sala, lendo o jornal.
Oi, tudo bem?
Tudo.
Não dei chance:
Vou sair pra jantar, estou morrendo de fome.
Não tem comida?
Não.
Quer pedir alguma coisa?
Não. Quero sair.
Calcei os tênis, vesti um casaco e saí. Só na esquina, quando as gotas embaçaram por completo as lentes dos óculos, dei pela chuva. Não corri nem procurei uma marquise. Era boa, até, a chuva, à noite, pelas ruas escuras e desertas.
Na vizinhança indigente de opções gastronômicas, fui para num filé com arroz piamontesa e bolinhos de queijo, num lugar onde uma lata de suco industrializado de goiaba custa incríveis quatro e cinqüenta. Comi com gosto, no meio de uma balbúrdia de pessoas. Tomei um sorvete de sobremesa, sem nem ligar para o troco dado em muitas moedas de cinco.
Não quis voltar imediatamente pra casa.
Ousei, passei no cinema, para ver se o horário batia com alguma coisa boa. Não batia. 6 salas, e nada. E eu não ia sair de um jejum de 9 meses sem cinema pra ver qualquer coisa. Entrei na livraria do cinema, onde decerto tenho grande afinidade com o livreiro, pois todos os livros que quero ler estavam dispostos lado a lado. Bernardo Carvalho, Cristovão Tezza, Luiz Ruffato, Carola Saavedra, Sandor Marai, Philip Roth, Paul Auster, Agualusa, Cees Nooteboom, um ao lado do outro. Suspirei com a angústia de quem não conseguiu ainda ler os livros todos ganhos no aniversário de 2007, que dirá ainda os que ganhei este ano (mas já comecei pelo Bioy que ganhei de A. & J.), e não comprei nada.
Voltei por uma rua diferente, debaixo da mesma chuva.
Sinto que a estação está mudando - dentro de mim, também.
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11.10.08

Cartola 100 Anos


Tenho uma porção de coisas pra escrever.
Muitos posts já redigidos mentalmente.
Hei de escrevê-los.
Mas por ora, só uma homenagem.
Porque a trilha sonora aqui em casa hoje foi uma só.
(A foto é manjadésima, mas é tão linda...)
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5.10.08