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24 de setembro de 2026

O que é preciso é manipular a malta! - 2

 Vivemos sem rumo certo, num oceano de propaganda. Os manipuladores ao serviço do império percebem que as pessoas podem revoltar-se se não forem doutrinadas para aceitar injustiças, desigualdades, exploração e guerras sobre as quais o império se baseia.

Na UE até os debates mascaram propaganda, eliminando tudo o que contrarie as suas posições, mesmo sem racionalidade, nas quais dum lado os bons, o que quer que façam, do outro lado os maus - desobedientes aos ditames imperiais.

Para JD Vance, questionado sobre um ataque a uma festa de casamento no Irão, que matou quatro pessoas e feriu 68: “às vezes essas coisas acontecem”. Tal como aconteceram, na morte ou ferimento de cerca de 200 crianças e professoras numa escola primária no Irão, etc.

Os bons, como o democrático clã de Kiev, que nem precisa de eleições, ou Israel, a única democracia no Médio Oriente, podem cometer em defesa da "democracia" ou "contra o terrorismo" o que pelos maus é crime de guerra, terrorismo, objeto de alargadas sanções. Compete aos manipuladores validarem o critério.

23 de setembro de 2026

 

Documento. Don Corleone Trump -


Visitei o Taj Mahal Casino de Donald Trump em Atlantic City um dia antes de seu fechamento, em outubro de 2016. O cassino tinha duas enormes portas brancas ladeadas por elefantes de pedra reconstituída branca, pesando duas toneladas cada. Sua entrada era encimada por cerca de sessenta minaretes de fibra de vidro em tons de turquesa e verde-azulado e uma dúzia de cúpulas com pontas douradas. Uma placa de neon com letras vermelhas e douradas anunciava: "Trump Taj Mahal Casino and Resort". Uma fonte iluminada em frente às portas de vidro do cassino era adornada com duas fileiras de seis urnas brancas e douradas.

O Trump Taj Mahal, o edifício mais alto de Nova Jersey e o maior cassino do mundo, custou US$ 1,2 bilhão para ser construído.

Fomentar a histeria belicista

 Lavrov:


"O tema dos drones russos está muito em voga nos media ocidentais. Os drones russos surgem nos países ocidentais, atacando instalações. E descobre-se sempre que não era um drone russo, mas sim ucraniano ou um drone muito difícil de identificar como russo. Ninguém se preocupa com os detalhes. Num ou dois ou três dias, a notícia cai nos noticiários e nas páginas desportivas. Entretanto, tal como aconteceu na Alemanha, estas notícias falsas são utilizadas para pressionar a expulsão dos nossos diplomatas e o encerramento dos nossos centros culturais. E vemos muitas vezes que o objectivo da política internacional do Ocidente é criar rapidamente notícias falsas, exagerá-las e bloquear o acesso a qualquer fonte de informação alternativa."

Por que não investigam os meios de informação Ocidentais

Até  que ponto chega a desinformação. Vergonha .

Lavrov na ONU não deixa cair esta farsa infame.

Kiev construiu um monumento em Bucha baseado numa mentira e depois transformou-o num local de peregrinação para patronos estrangeiros, afirmou Lavrov.

Acrescentou que uma revisão preliminar na qual se baseou indica que dezenas dos listados como vítimas civis eram, na verdade, membros do exército ucraniano, dos serviços de segurança, da polícia, da Guarda Nacional e membros do Azov.

22 de setembro de 2026

O argumento : fabricar o medo , manipular a opinião pública

 Quando o lambe botas trumpista do sec. geral da NATO disse  que se podia atingir os 5 % para a defesa cortando um pouco no Estado social, António Costa atalhou de imediato afirmando que esse não era seguramente o argumento...

E então quais os argumentos utilizados desde aí para convencer a opinião publica?
O primeiro tem sido sobre diversas formas a ameaça russa, a russofobia , a farsa dos drones , as ditas guerras hibridas
a narrativa da desinformação.
Numa palavra provocar o medo no maior número de cidadãos 
e lançar descomunais campanhas de preparação para a guerra.
A militarização das economias, o crescente aumento  dos gastos militares, em suma a corrida aos armamentos, com os aplausos da lucrativa indústria de guerra.
É preciso travar esta perigosa e demente campanha antes que seja tarde. Os perigos são reais.
Francisca Napolitano. facebook

Irão . Crimes de guerra

Bruno Carvalho

 ONU diz que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra no Irão e é interessante rebobinar a fita para trás e recordar o que muitos jornalistas e comentadores disseram sobre o ataque contra a escola em Minab que vitimou 120 crianças. Desde o primeiro momento, trataram de cimentar a narrativa na opinião pública de que tinha sido o próprio Irão ou de que poderia ter sido um míssil norte-americano desviado pelas anti-aéreas iranianas. 


E isto não deixa de ser curioso porque quando se trata da Rússia a atacar a Ucrânia ou do Irão a atacar Israel, primeiro faz-se a acusação e só depois, eventualmente (quase nunca), as perguntas. Quando é o contrário, ou seja, a Ucrânia a atacar a Rússia ou Israel a atacar o Irão, primeiro fazem-se as perguntas e só depois, também quase nunca, a acusação. Provavelmente, são os mesmos que diziam que havia túneis do Hamas debaixo dos hospitais bombardeados. A opinião tomou conta da televisão e o poder dos comentadores também.

Nos últimos dias, falou-se muito de Pavlo Sadokha e de Irineu Teixeira. No primeiro caso, a propósito da sua morte, até se apresentou um voto de pesar em que se assinalava o facto de representar “uma perda particularmente sentida para a comunidade ucraniana em Portugal, mas também para todos aqueles que com ele partilharam a defesa dos valores da liberdade, da democracia, da soberania dos povos e da dignidade humana”. 

É de facto extraordinário que um admirador assumido de Stepan Bandera, líder de uma milícia fascista que colaborou com os soldados de Hitler e que exterminou 120 mil judeus polacos, seja apresentado como alguém que defendeu os valores da liberdade, da democracia e até da dignidade humana. Apesar disto foi, curiosamente, elogiado pela grande referência da propaganda israelita que dá pelo nome de Helena Ferro Gouveia.

O que é preciso é manipular a malta! - 1

 Cantava-se - e punha-se em prática - "o que é preciso é avisar a malta!", esclarecer, compreender a realidade. Manipular é o contrário: não é simplesmente mentir ou deturpar é também distrair, desviar do essencial, obscurecer factos e conceitos.

Três exemplos das alterações geopolíticas que os media preferem ignorar, continuando a potenciar a agenda da extrema direita mais as "derrotas" da Rússia (ou o seu ataque à Europa): os Houtis, Israel-Palestina, a reunião dos BRICS, que não mereceram mais que apressadas referências nos media, visto não encaixarem nas "narrativas".

Quanto aos Houthis:  Houve "uma vitória muito importante para o lado dos maus" no Estreito de Bab el-Mandeb (Azeredo Lopes, CNN). Deixemos a questão do maniqueísmo político para outra oportunidade. Os Houthis, ocupando a vital cidade portuária de Mokha e tomando várias ilhas importantes no Mar Vermelho, capturam toda a costa iemenita no Mar Vermelho, permitindo-lhes o controlo do Estreito de Bab el-Mandeb. Este rápido avanço dos Houthis no Iémen, representa uma derrota para a Arábia Saudita e Israel abrindo caminho para uma nova arquitetura geopolítica no Médio Oriente.